Baladeira vira esporte e reúne 100 competidores em campeonato no Tocantins
Objeto de infância, conhecido por nomes variados no Brasil, é alvo de disputa com regras e premiação em dinheiro.
Um objeto de brincadeira tradicional da infância brasileira, conhecido como baladeira, estilingue, bodoque ou atiradeira, transformou-se em competição esportiva no Tocantins. No fim de janeiro, o 1º Campeonato de Baladeira de 2026 reuniu 100 participantes no loteamento Coqueirinho, zona rural de Palmas, capital do estado. A iniciativa partiu dos amigos Evandro Abreu e Getúlio da Silva, o "Jacaré", com o objetivo de resgatar a prática de forma saudável.
O evento, que já havia sido realizado outras duas vezes na capital tocantinense, atraiu competidores de várias regiões do estado. A competição funciona com regras específicas: os participantes devem acertar alvos posicionados a uma distância de dez metros, utilizando bolinhas de gude como munição.
Regras e premiação
Cada competidor recebe cinco bolinhas de gude para tentar derrubar cinco alvos. Quem obtiver o melhor desempenho avança nas etapas eliminatórias. A grande final define o vencedor, que leva para casa um prêmio em dinheiro no valor de R$ 500.
O estilingue, tradicionalmente confeccionado com galhos de madeira em formato de "Y", tiras de borracha e um pedaço de couro, foi por décadas uma das brincadeiras mais acessíveis para crianças no interior do Brasil. Apesar de hoje ser possível encontrar versões industrializadas com corpo de metal, a essência da prática permanece ligada à criatividade e à coordenação motora.
Diversidade cultural e memória afetiva
A variação de nomes para o mesmo objeto – como bodoque no Nordeste e baladeira no Centro-Oeste – reflete a diversidade cultural do país. No Tocantins, a tradição não apenas se manteve viva como evoluiu, valorizando um costume popular que faz parte da memória afetiva de muitas famílias.
Para os organizadores, o campeonato é mais do que uma disputa; é uma forma de preservar uma parte da cultura regional e promover a convivência comunitária. Eles planejam dar continuidade ao evento, fortalecendo a prática como uma modalidade esportiva reconhecida no estado.
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