Cachorra é morta a tiros em frente a casa após tutora ouvir disparos em Palmas
Animal da família há 10 anos agonizou após ser baleado; crime foi registrado por câmeras e polícia investiga maus-tratos.
A cadela 'Neguinha', de 10 anos, foi morta a tiros na madrugada de sábado (18) em frente à casa de sua tutora, na quadra 606 Sul, em Palmas, capital do Tocantins. Dulcinéia Marques encontrou o animal agonizando após ouvir os disparos, por volta das 1h15. O caso foi registrado na delegacia no mesmo dia e é investigado como crime de maus-tratos a animais.
A Polícia Civil do Tocantins apura o caso por meio da Delegacia Especializada na Repressão aos Crimes contra o Meio Ambiente e Conflitos Agrários. Imagens de câmeras de segurança capturaram o momento em que a cachorra, que havia saído de casa na tarde anterior, retornou e ficou aguardando no portão antes de ser alvejada.
Imagens mostram cena do crime
“As imagens mostram que ela ficou mais de 15 minutos aqui no portão, deitada. E eu não ouvia o barulho dela para abrir o portão. Nesse intervalo, alguém lançou, não sei se foi uma lanterna ou se foi um farol, mas só veio o clarão e os disparos. Eu desci correndo quando eu ouvi os tiros. Quando eu cheguei aqui, eu não vi ninguém, só vi ela caída no chão agonizando de dor”, relatou a tutora Dulcinéia Marques em entrevista à TV Anhanguera.
Segundo o relato, a cachorra havia saído na tarde de sexta-feira (17) após o portão ficar aberto. A família realizou buscas pela região, mas não a encontrou até o seu retorno fatal na madrugada seguinte.
Família e outros animais sofrem com a perda
A vendedora Dulcinéia descreveu a dor da perda violenta de um membro da família. “Um animal é como um membro da família para a gente. Quando você perde um animal é a dor que a gente sente como se fosse uma pessoa, uma pessoa da sua família. Para mim foi muito doloroso. Já tem três noites que eu não consigo dormir”, afirmou.
Ela ainda relatou que os outros animais da casa também estão sofrendo. “Eu tenho uma gatinha, tenho um pastor-alemão. Os dois estão chorando o tempo todo, sentindo falta dela, porque eles eram muito apegados uns aos outros. Inclusive a gatinha terminou de crescer amamentando na cachorrinha”.
Advogada prepara pedido de prisão preventiva
A advogada Geize de Oliveira, que atua na comissão de proteção dos direitos dos animais da OAB, aguarda a identificação do suspeito pelas investigações para tomar medidas legais. “Assim que a Polícia Civil constatar quem foi a pessoa que desferiu esses três tiros, nós, enquanto comissão da OAB e proteção dos direitos dos animais, vamos solicitar o pedido de prisão preventiva”, declarou.
Geize de Oliveira ainda destacou a gravidade do ato e o risco que ele representa. “Hoje foi um cachorro. Quem garante que amanhã não pode ser uma pessoa?”, questionou a advogada, enfatizando a necessidade de responsabilização.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Tocantins. A expectativa é que as imagens das câmeras de segurança auxiliem na identificação e localização do autor dos disparos.
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