Ponte da BR-230 entre TO e PA completa 7 dias de interdição total
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Ponte da BR-230 entre TO e PA completa 7 dias de interdição total

DNIT realiza inspeções na estrutura de 900 metros após relatos de desgaste; previsão é concluir análise nesta semana.

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23 de abril de 2026 ·

A ponte sobre o Rio Araguaia, na BR-230 (Rodovia Transamazônica), que liga Araguatins (TO) a Palestina do Pará (PA), completa nesta sexta-feira (24) sete dias de interdição total. A medida foi adotada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) após motoristas e moradores relatarem desgaste na estrutura e risco na travessia.

Inaugurada em 25 de outubro de 2010, a ponte tem 900 metros de extensão e foi construída com investimento de R$ 71 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em 2023, passou por revitalização orçada em R$ 2 milhões, com serviços de recuperação estrutural, recomposição de drenos e substituição de juntas de dilatação.

Inspeções técnicas em andamento

O DNIT informou que as inspeções em campo começaram no dia 14 de abril e devem ser concluídas até o final desta semana. "Após a finalização dos levantamentos, será elaborado um relatório técnico conclusivo, que irá indicar as reais condições estruturais da ponte e eventuais restrições de uso", afirmou o órgão em nota.

A interdição total ocorreu na sexta-feira (17), após a identificação de "indícios que apontaram a necessidade de uma avaliação técnica mais detalhada", segundo o DNIT. Antes disso, o trecho já tinha restrição parcial de tráfego, e um caminhoneiro foi flagrado descumprindo a medida.

Rotas alternativas e fiscalização

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) mantém equipe no km 145 da BR-230 para fiscalizar o trânsito. Apenas pedestres e ciclistas estão autorizados a atravessar a ponte. Para os demais motoristas, o DNIT divulgou quatro rotas alternativas:

Rota 1 – BR-153, via Xambioá
Rota 2 – Buriti do Tocantins (via balsa)
Rota 3 – Região de Esperantina
Rota 4 – Desvio pelo Maranhão

Contexto e próximos passos

A ponte foi fundamental para eliminar o uso de balsas no trecho, facilitando o tráfego de pessoas e o escoamento da produção regional. O DNIT reforçou que a interdição é preventiva e visa garantir a segurança dos usuários. Após a conclusão do relatório técnico, será definida a liberação total ou parcial da estrutura.

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