Anvisa emite alerta sobre canetas emagrecedoras após alta em casos de pancreatite

Anvisa emite alerta sobre canetas emagrecedoras após alta em casos de pancreatite

Brasil investiga seis mortes possivelmente associadas ao medicamento injetável, popular para perda de peso.

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9 de fevereiro de 2026 ·

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre o uso das chamadas "canetas emagrecedoras", medicamentos injetáveis à base de semaglutida e liraglutida. A medida foi tomada após um aumento significativo nas notificações de casos de pancreatite aguda, uma inflamação grave no pâncreas, associados ao uso desses produtos.

Conforme reportagem do g1, o Brasil investiga atualmente seis mortes que podem estar relacionadas ao uso desses medicamentos. As autoridades sanitárias reforçam que esses remédios são de uso controlado, com indicação específica para o tratamento de diabetes tipo 2 e, em alguns casos, obesidade, e não devem ser utilizados sem prescrição e acompanhamento médico.

Riscos do uso indiscriminado

O alerta da Anvisa destaca que o uso sem orientação profissional, para fins estéticos de emagrecimento rápido, eleva drasticamente o risco de efeitos adversos graves. "A pancreatite é uma condição séria que pode levar à hospitalização e, em casos extremos, ao óbito", afirmou a agência em comunicado oficial. Além da inflamação no pâncreas, outros efeitos reportados incluem problemas renais e gastrointestinais severos.

As canetas emagrecedoras ganharam popularidade nas redes sociais e em clínicas de estética, sendo muitas vezes administradas fora do contexto terapêutico adequado. A semaglutida, princípio ativo de uma das marcas mais conhecidas, age imitando um hormônio que regula o apetite e a ingestão de alimentos.

Orientações das autoridades

A Anvisa recomenda que profissionais de saúde notifiquem imediatamente qualquer suspeita de reação adversa grave através do sistema VigiMed. Para a população, a orientação é clara: não utilizar estes medicamentos sem prescrição médica e relatar qualquer efeito colateral incomum ao profissional que fez a prescrição.

A agência também investiga a venda irregular desses produtos, que muitas vezes são adquiridos em farmácias sem a devida receita ou em sites ilegais na internet. O uso de medicamentos falsificados ou de origem duvidosa aumenta ainda mais os riscos à saúde.

Especialistas endocrinologistas consultados pelo g1 reforçam que o tratamento da obesidade é complexo e deve envolver mudança de hábitos de vida, acompanhamento nutricional e, quando necessário, medicações seguras e aprovadas, sempre com supervisão médica contínua.

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