Camelos que encantaram a web no Tocantins vieram de passeios turísticos no RN
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Camelos que encantaram a web no Tocantins vieram de passeios turísticos no RN

Animais foram transferidos para uma fazenda após empresa nordestina encerrar atividades e não serão mais usados no turismo.

Admin
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31 de janeiro de 2026 ·

Quatro camelos que viralizaram nas redes sociais ao serem vistos descansando em uma fazenda no Tocantins são animais domésticos que foram usados em passeios turísticos no Rio Grande do Norte. Eles estão no estado desde abril de 2024, após a empresa responsável por eles encerrar suas atividades, e não deverão mais ser utilizados para fins turísticos, segundo informações apuradas pela TV Anhanguera e confirmadas por autoridades.

O local onde os animais estão fica em Rio Sono, na região leste do Tocantins, próximo ao famoso Parque Estadual do Jalapão. A Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec) informou que a situação sanitária dos camelos está regular, com Guias de Trânsito Animal (GTA) e toda documentação exigida em dia.

Origem e destino dos animais

De acordo com a antiga proprietária, a empresária Cleide Gomes, os camelos foram levados para o Tocantins com o objetivo de reprodução. "Eles foram para o Tocantins para reprodução e não devem ser usados em atividades turísticas", afirmou ela ao g1. O portal não conseguiu contato com o atual dono da fazenda onde os animais estão abrigados.

O vídeo que mostrou os camelos descansando repercutiu fortemente, com um morador local expressando surpresa: "É diferenciada. Até camelo tem aqui", comentou. A cena é considerada incomum para a região.

Espécie considerada doméstica e importação histórica

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) esclareceu que os camelos constam na lista de espécies isentas de controle para fins de operacionalização, sendo, portanto, considerados espécie doméstica.

O biólogo Claudio Montenegro explicou a diferença entre camelos e dromedários, que são parentes, destacando o número de corcovas. Segundo ele, esses animais foram importados para o Brasil há algum tempo para compor acervos de zoológicos, atrações de circo e, em alguns casos, para passeios turísticos em resorts do Nordeste.

“Eles são originários da Ásia, da África e do Oriente Médio. Há algum tempo, era possível importar esses animais, mas hoje a legislação proíbe. Ainda existem, porém, animais que são fruto dessas importações antigas”, detalhou o biólogo.

A Adapec segue monitorando a situação para garantir o bem-estar dos animais e a regularidade da documentação, encerrando o caso que chamou a atenção nacional de forma inusitada.

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