Comissão aprova projeto que incentiva compra da primeira arma com subsídio federal

Comissão aprova projeto que incentiva compra da primeira arma com subsídio federal

Proposta conhecida como "bolsa pistola" ainda precisa passar por outras duas comissões antes de ir ao plenário da Câmara.

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13 de fevereiro de 2026 ·

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou, nesta sexta-feira (13), um projeto de lei que cria um programa de incentivo financeiro para a compra da primeira arma de fogo por cidadãos. A proposta, que ficou conhecida como "bolsa pistola", segue agora para a análise de outras duas comissões da Casa.

O texto prevê um subsídio federal que pode cobrir parte do custo do armamento, munição e taxas de registro para novos portadores. A medida tem como argumento central o estímulo ao armamento civil para fins de legítima defesa.

Críticas apontam risco de aumento da violência

O projeto foi aprovado em meio a debate acalorado. Parlamentares contrários à proposta argumentam que a medida pode potencializar a violência, e não contê-la. Um deputado da oposição, que votou contra, afirmou durante a sessão que "incentivar a circulação de mais armas é um caminho perigoso e contrário a todas as evidências de políticas públicas de segurança".

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que a maioria dos homicídios no país é cometida com arma de fogo. Especialistas em segurança alertam que um aumento no número de armas em circulação, sem um rígido controle e treinamento, pode elevar os índices de letalidade.

Próximos passos e tramitação

Para seguir adiante, o projeto ainda precisa ser analisado e aprovado pela Comissão de Finanças e Tributação e pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Somente após passar por essas instâncias é que a proposta poderá ser votada no plenário da Câmara.

O relator do projeto na comissão que aprovou o texto defendeu a medida como um direito constitucional. "Estamos garantindo ao cidadão de bem os meios para proteger sua vida e seu patrimônio, um direito fundamental", declarou.

Enquanto isso, o Ministério da Justiça, responsável pela política nacional de controle de armas, ainda não se manifestou oficialmente sobre a proposta. A expectativa é que o tema gere intensa discussão nas próximas etapas da tramitação.

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