CPMI rejeita relatório que pedia indiciamento de Lulinha em votação apertada
Parlamentares da base do governo derrubam documento que acusava filho do ex-presidente Lula de supostos crimes.
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) rejeitou, neste sábado (28), o relatório final que pedia o indiciamento de Luís Cláudio Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A votação foi apertada, com 11 votos contra e 10 a favor do documento, que investigava supostos crimes de tráfico de influência e corrupção.
O relatório, de autoria do senador Eduardo Girão (Podemos-CE), pedia o indiciamento de Lulinha por suposto envolvimento em irregularidades em contratos públicos durante o governo de seu pai. A rejeição ocorreu após intensa articulação política da base aliada do governo no Congresso.
Como cada parlamentar votou
A sessão foi marcada por tensão e voto nominal. A base governista, liderada pelo PT, conseguiu reunir os votos necessários para derrubar o relatório. Parlamentares da oposição, que apoiavam o indiciamento, criticaram o resultado, classificando-o como obstrução da investigação.
Entre os votos contrários ao relatório, estiveram senadores e deputados dos partidos PT, PSB e PDT. Já os votos favoráveis vieram majoritariamente de integrantes do PL, Republicans e União Brasil.
Outras decisões do STF e TSE
Em decisões separadas, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tomaram medidas significativas. O ministro Edson Fachin, do STF, rejeitou um pedido do Ministério Público Federal (MPF) para quebrar o sigilo de uma empresa ligada ao ministro Dias Toffoli.
No mesmo tribunal, os ministros anularam a condenação do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho no chamado "Caso Chequinho". A decisão foi tomada por entender que houve erro na dosimetria da pena.
No âmbito eleitoral, o TSE marcou para o dia 8 de abril o início do julgamento presencial sobre a eleição municipal do Rio de Janeiro. O processo contesta a vitória do atual prefeito Eduardo Paes.
Cenário internacional e tragédia local
No Oriente Médio, ataques aéreos de Israel no Líbano resultaram na morte de paramédicos e jornalistas. Brasileiras que estavam no país relataram a fuga de bombardeios israelenses, descrevendo cenas de pânico e destruição.
No Tocantins, um laudo pericial apontou que a pizzaria onde uma mulher morreu após consumir alimentos, na cidade de Palmas, tinha produtos contaminados. A vigilância sanitária interdita o estabelecimento.
O desfecho da CPMI encerra um capítulo de investigações que durou meses, mas a polarização política em torno do caso deve permanecer, com a oposição prometendo levar as denúncias a outras instâncias.
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