CPMI rejeita relatório que pedia indiciamento de Lulinha em votação apertada

CPMI rejeita relatório que pedia indiciamento de Lulinha em votação apertada

Parlamentares da base do governo derrubam documento que acusava filho do ex-presidente Lula de supostos crimes.

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28 de março de 2026 ·

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) rejeitou, neste sábado (28), o relatório final que pedia o indiciamento de Luís Cláudio Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A votação foi apertada, com 11 votos contra e 10 a favor do documento, que investigava supostos crimes de tráfico de influência e corrupção.

O relatório, de autoria do senador Eduardo Girão (Podemos-CE), pedia o indiciamento de Lulinha por suposto envolvimento em irregularidades em contratos públicos durante o governo de seu pai. A rejeição ocorreu após intensa articulação política da base aliada do governo no Congresso.

Como cada parlamentar votou

A sessão foi marcada por tensão e voto nominal. A base governista, liderada pelo PT, conseguiu reunir os votos necessários para derrubar o relatório. Parlamentares da oposição, que apoiavam o indiciamento, criticaram o resultado, classificando-o como obstrução da investigação.

Entre os votos contrários ao relatório, estiveram senadores e deputados dos partidos PT, PSB e PDT. Já os votos favoráveis vieram majoritariamente de integrantes do PL, Republicans e União Brasil.

Outras decisões do STF e TSE

Em decisões separadas, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tomaram medidas significativas. O ministro Edson Fachin, do STF, rejeitou um pedido do Ministério Público Federal (MPF) para quebrar o sigilo de uma empresa ligada ao ministro Dias Toffoli.

No mesmo tribunal, os ministros anularam a condenação do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho no chamado "Caso Chequinho". A decisão foi tomada por entender que houve erro na dosimetria da pena.

No âmbito eleitoral, o TSE marcou para o dia 8 de abril o início do julgamento presencial sobre a eleição municipal do Rio de Janeiro. O processo contesta a vitória do atual prefeito Eduardo Paes.

Cenário internacional e tragédia local

No Oriente Médio, ataques aéreos de Israel no Líbano resultaram na morte de paramédicos e jornalistas. Brasileiras que estavam no país relataram a fuga de bombardeios israelenses, descrevendo cenas de pânico e destruição.

No Tocantins, um laudo pericial apontou que a pizzaria onde uma mulher morreu após consumir alimentos, na cidade de Palmas, tinha produtos contaminados. A vigilância sanitária interdita o estabelecimento.

O desfecho da CPMI encerra um capítulo de investigações que durou meses, mas a polarização política em torno do caso deve permanecer, com a oposição prometendo levar as denúncias a outras instâncias.

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