Desaparecimento de Laura Vitória completa 10 anos sem respostas em Palmas
Caso da menina de 9 anos que saiu para compras e nunca mais foi vista segue sob investigação sigilosa da polícia.
O desaparecimento de Laura Vitória Oliveira da Rocha completa uma década nesta sexta-feira (9) sem que a polícia tenha solução para o caso. A menina, que tinha 9 anos em 2016, foi vista pela última vez ao sair de casa para ir a um supermercado na região sul de Palmas, capital do Tocantins. As investigações permanecem sob sigilo e são conduzidas pela Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco).
O destino de Laura Vitória se tornou um mistério após imagens de segurança registrarem sua entrada no mercado às 11h17 do dia 9 de janeiro de 2016. Menos de três minutos depois, ela foi filmada saindo do local com uma sacola na mão. A partir desse momento, não há mais nenhum registro ou testemunha do paradeiro da criança.
Investigações e suspeitas ao longo dos anos
As buscas iniciais, realizadas por familiares em matas e imóveis abandonados, não obtiveram resultado. Em 2016, um suspeito chegou a ser preso, mas foi liberado por falta de provas. Um ex-namorado de Sione Pereira de Oliveira, mãe biológica de Laura, também foi ouvido e liberado.
Em 2018, uma nova esperança surgiu com a descoberta de uma ossada infantil em um matagal entre o setor Lago Norte e a TO-010. A polícia anunciou que o material passaria por exame de DNA, mas nunca divulgou o resultado ou confirmou se os restos mortais eram de Laura Vitória. Na época, as investigações consideravam uma possível ligação do desaparecimento com o tráfico de drogas, já que o pai da menina cumpria pena por esse crime.
Tragédia familiar se aprofunda com assassinato da mãe
A família de Laura Vitória viveu uma segunda tragédia em 15 de setembro de 2017, quando Sione Pereira de Oliveira foi assassinada a tiros dentro de uma distribuidora de bebidas no Jardim Aureny III. O crime, resultado de uma discussão, também vitimou Weliton Pereira Barbosa e deixou um homem ferido.
O autor dos disparos foi o policial penal Robson Dante Gonzaga Santana, concursado desde 2017 e que atuava na Unidade Penal de Palmas. Em 2025, ele foi condenado a mais de 18 anos de prisão pelos dois homicídios, com perda do cargo público. Durante o processo, depoimentos indicaram que o acusado, alcoolizado, chegou ao local portando arma e anunciando que alguém morreria. Ele se apresentou à polícia alegando legítima defesa após uma agressão.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou ao g1 que as investigações sobre o desaparecimento de Laura Vitória continuam em andamento, mas, por tramitarem em sigilo, detalhes do que já foi apurado não podem ser divulgados. Não há informações oficiais que liguem a morte da mãe ao sumiço da filha.
Uma década de incertezas
Dez anos após Laura Vitória sair de casa e não retornar, o caso permanece como um dos mais emblemáticos e não solucionados do Tocantins. A ausência de respostas concretas mantém viva a busca por justiça e esclarecimentos por parte de familiares e da sociedade. A polícia mantém a promessa de que as investigações sigilosas continuam ativas na tentativa de desvendar o que aconteceu com a menina naquela manhã de janeiro.
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