Dino pede vista de jornalismo que vai decidir sobre eleição para governo do RJ

Dino pede vista de jornalismo que vai decidir sobre eleição para governo do RJ

Ministro do STF vai aguardar decisão do TSE que tornou o atual governador inelegível antes de votar.

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9 de abril de 2026 ·

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes pediu vista do processo que discute a realização de novas eleições para o governo do Rio de Janeiro. A decisão ocorreu durante o julgamento virtual do recurso que questiona a inelegibilidade do governador Cláudio Castro, decretada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Com o pedido de vista, o ministro interrompeu a contagem de votos, que estava em 2 a 1 contra a realização de uma eleição direta. O placar foi aberto com o voto do ministro Gilmar Mendonça, que antecipou sua posição contrária à convocação de um novo pleito.

Contexto da Inelegibilidade e Governo Interino

A discussão no STF tem como pano de fundo a decisão do TSE que, em 2025, tornou Cláudio Castro inelegível por oito anos devido a abuso de poder econômico e político nas eleições de 2022. Com a condenação, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), desembargador Ricardo Couto, assumiu interinamente o governo do estado.

O recurso em análise no Supremo questiona se, diante da vacância do cargo por inelegibilidade, a solução constitucional seria a convocação de eleições diretas ou se a linha sucessória prevista na Constituição Estadual – que levou Couto ao cargo – deve ser mantida.

O Andamento do Julgamento e os Próximos Passos

O julgamento, que ocorre no plenário virtual do STF, ficará suspenso até que o ministro Alexandre de Moraes devolva os autos. Enquanto isso, o desembargador Ricardo Couto permanece no exercício do cargo de governador do Rio de Janeiro.

A expectativa é que Moraes aguarde o trânsito em julgado – quando não cabem mais recursos – da decisão do TSE que condenou Castro antes de proferir seu voto. A definição do caso no Supremo será crucial para a estabilidade política do estado e para dirimir a controvérsia sobre o preenchimento de cargos eletivos em caso de cassação de mandato.

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