Eduardo Bolsonaro diz que US$ 50 mil de filme eram reembolso pessoal
Deputado afirma que valor recebido por participação em longa não passou por fundo de investimento e nega irregularidades.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou neste sábado (15) que os US$ 50 mil (cerca de R$ 250 mil) recebidos por sua participação em um filme de investimento eram um reembolso de despesas pessoais e que o dinheiro não transitou por nenhum fundo de investimento. A declaração ocorre em meio a investigações sobre supostas irregularidades financeiras envolvendo o parlamentar.
Segundo Eduardo, o valor se refere a custos arcados por ele durante a produção do longa-metragem, que tem como tema planos de investimento nos Estados Unidos. "Foi um reembolso, não um cachê. O dinheiro não passou por fundo algum, foi uma questão pessoal", disse o deputado, em nota divulgada por sua assessoria.
Planos de investimento e cotas de US$ 1 milhão
O filme em questão, intitulado "Oportunidade de Imigração", apresenta planos de investimento que incluem cotas a partir de US$ 1 milhão (aproximadamente R$ 5 milhões) e promete facilitar a imigração para os Estados Unidos. A produção tem sido alvo de questionamentos por parte de órgãos reguladores, que investigam possíveis irregularidades na captação de recursos.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também está envolvida no caso, após suspender produtos de uma empresa ligada ao filme. A Ypê, fabricante de produtos de limpeza, recuou de sua decisão inicial e agora afirma que vai reembolsar consumidores pelos itens suspensos. A empresa não detalhou o valor total dos reembolsos.
Investigações em andamento
A Polícia Federal (PF) detalhou como o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), teria atuado para favorecer a Refit, empresa de recondicionamento de navios. Em relatório, a PF afirma que houve "cooptação integral do estado do RJ" para beneficiar a companhia. Castro foi alvo de buscas na última sexta-feira (14).
Agentes também encontraram celulares registrados em nome de pessoas falecidas, os chamados "aparelhos bomba", entre os alvos da operação. A PF não confirmou se os dispositivos estavam ligados diretamente ao caso de Eduardo Bolsonaro.
Repercussão e próximos passos
A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) por calúnia contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A denúncia foi apresentada após Zema afirmar que Mendes teria favorecido o crime organizado.
Eduardo Bolsonaro, por sua vez, não comentou as investigações sobre o filme ou os planos de investimento. A assessoria do deputado afirmou que ele está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
Deixe seu Comentário
0 Comentários