Em 24 horas, bombardeios em Gaza deixam 60 mortos e 284 feridos, diz Hamas
Ataques israelenses continuam em meio a impasse nas negociações de cessar-fogo com o grupo terrorista.
Pelo menos 60 palestinos morreram e outros 284 ficaram feridos nas últimas 24 horas em decorrência de bombardeios israelenses na Faixa de Gaza, segundo o Ministério da Saúde controlado pelo Hamas.
O balanço foi divulgado neste sábado (31), enquanto as negociações por um cessar-fogo seguem travadas. O Hamas apresentou uma contraproposta aos Estados Unidos, que foi rejeitada por Israel e pelo governo americano.
Proposta de cessar-fogo rejeitada
O Hamas aceitou libertar 10 reféns vivos e entregar 18 corpos, mas propôs que o processo ocorresse em cinco etapas ao longo de 60 dias, em vez das duas etapas previstas no plano americano. Em troca, o grupo exige a libertação de mais de mil prisioneiros palestinos e o aumento do fluxo de ajuda humanitária coordenado pela ONU.
Além disso, o Hamas voltou a exigir a retirada completa das tropas israelenses de Gaza e um cessar-fogo permanente, que seria negociado até o fim da trégua de 60 dias.
O enviado de Donald Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff, classificou a contraproposta como "totalmente inaceitável". O governo israelense também rejeitou os termos e prometeu continuar as operações militares para "derrotar o inimigo e libertar os reféns".
Reféns e crise humanitária
Atualmente, 58 reféns permanecem em cativeiro em Gaza, dos quais 35 estariam mortos, segundo informações do governo israelense. Em Tel Aviv, familiares e amigos dos sequestrados realizaram protestos neste sábado pedindo o fim da guerra e o retorno de todos.
A ONU classificou a situação em Gaza como "a mais catastrófica desde o início da guerra". Apenas 30 caminhões de ajuda humanitária entraram no enclave neste sábado, número muito inferior aos cerca de 500 que entravam por dia antes do conflito atual.
O Unicef informou que mais de 50 mil crianças palestinas foram mortas ou feridas desde outubro de 2023, o que equivale a uma criança a cada 20 minutos.
Último hospital no norte de Gaza fecha
O último hospital em funcionamento no norte de Gaza fechou as portas neste sábado (31). Pacientes e funcionários foram retirados depois que tropas israelenses cercaram o local, agravando ainda mais a crise sanitária na região.
Os bombardeios e a falta de suprimentos médicos têm elevado o número de vítimas, enquanto a comunidade internacional busca uma saída diplomática para o conflito que já dura mais de 18 meses.
Deixe seu Comentário
0 Comentários