Ex-PM é condenado a 17 anos por homicídio encomendado em Colinas do TO
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Ex-PM é condenado a 17 anos por homicídio encomendado em Colinas do TO

Grupo de extermínio recebeu R$ 10 mil para executar vítima em 2016; réu pode recorrer da decisão.

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29 de abril de 2026 ·

O ex-policial militar Francisco de Assis Duarte do Nascimento foi condenado a mais de 17 anos de prisão pelo assassinato de Renes de Souza Negri. O crime ocorreu em abril de 2016, em Colinas do Tocantins, e foi executado por um grupo de extermínio contratado por R$ 10 mil, segundo o Ministério Público do Tocantins (MPE).

A decisão foi proferida em sessão do Tribunal do Júri na segunda-feira (27). O réu pode recorrer da sentença. Outros três envolvidos no caso, incluindo um ex-PM, já haviam sido condenados anteriormente.

Grupo de extermínio

De acordo com o MPE, o grupo se apresentava como prestador de serviços de segurança privada, mas na prática realizava execuções sob encomenda. O homicídio foi planejado com divisão de tarefas: um dos acusados ficou responsável por levantar a rotina e o endereço da vítima, enquanto outro negociou o pagamento.

No dia 3 de abril de 2016, Francisco foi até a casa de Renes acompanhado de um comparsa, que aguardou do lado de fora em uma motocicleta. O ex-PM chamou a vítima na porta da residência e, quando ele se aproximou do portão, efetuou o primeiro disparo, que o derrubou. Em seguida, atirou outras duas vezes, provocando a morte no local.

Recurso e novo julgamento

Francisco havia sido absolvido em um primeiro julgamento, mas o MPE recorreu da decisão. O Tribunal de Justiça aceitou o recurso, e o ex-PM foi submetido a um novo júri, que resultou na condenação.

O conselho de sentença reconheceu que o assassinato foi cometido por motivo torpe e levou em conta o fato de o crime ter sido praticado por um grupo de extermínio, o que aumentou a pena.

Pena imediata

A juíza Nely Alves da Cruz determinou o início imediato do cumprimento da pena, em regime fechado, e negou o direito de o réu aguardar o desfecho do processo em liberdade. O g1 tentou contato com a defesa de Francisco, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

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