Família de tocantinense vive angústia após desaparecimento em combate na Ucrânia
Eliseu Delis Pereira Martins, de Miracema do Tocantins, está desaparecido após se voluntariar na guerra; mãe busca respostas sobre paradeiro do corpo.
A família de Eliseu Delis Pereira Martins, natural de Miracema do Tocantins, vive momentos de angústia após ser notificada de que ele está desaparecido em combate na guerra da Ucrânia. O Itamaraty confirmou que as autoridades ucranianas informaram o status de "desaparecido em combate" do brasileiro, que deixou duas filhas em Palmas.
Eliseu, de 30 anos, estava na Europa desde janeiro de 2025 e decidiu se voluntariar no conflito em dezembro do mesmo ano. Em março de 2026, ele saiu da Bélgica e foi para a Polônia, onde se alistou após ver uma proposta que prometia um bom salário. A mãe, Joana Maria Martins, tentou alertá-lo sobre os perigos, mas ele disse que, após se apresentar, não podia escolher a função.
Último contato e confirmação
Joana falou com o filho pela última vez no dia 13 de abril, por videochamada. No dia 29 de abril, ao procurar informações, recebeu a confirmação da morte por meio de outro brasileiro que atua na Ucrânia. "Me ligou para falar que ele tinha tombado", relatou a mãe.
Ela não tem informações sobre o dia exato da morte ou onde está o corpo. A família entrou em contato com o Itamaraty, mas não obteve resposta até esta quarta-feira (6). O Ministério das Relações Exteriores informou que está em contato com a família e com as autoridades ucranianas para prestar assistência consular.
Contexto do conflito
A guerra entre Ucrânia e Rússia completou quatro anos em fevereiro de 2026. De acordo com o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, a Rússia controla 120 mil km² do território ucraniano atualmente. Durante os quatro anos, os dois países firmaram e violaram acordos de cessar-fogo.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também se envolveu no conflito e tentou pôr fim à guerra por meio de negociações. O Itamaraty publicou um alerta recente sobre a participação de combatentes brasileiros em conflitos armados em terceiros países.
Assistência consular
O Ministério das Relações Exteriores informou que, em casos como este, a Embaixada do Brasil em Kiev comunica os familiares e encaminha um documento formulado pelo governo ucraniano sobre as providências a serem tomadas. A pasta destacou que a prestação de assistência consular em situações envolvendo nacionais engajados em forças armadas de terceiros países apresenta especificidades inerentes às obrigações contraídas no alistamento.
A família aguarda respostas sobre o paradeiro do corpo de Eliseu e tenta lidar com a dor da perda. Joana Maria Martins pede que as autoridades brasileiras e ucranianas forneçam informações claras sobre o que aconteceu com seu filho.
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