FGC estima ressarcir R$ 6,3 bilhões a clientes do Will Bank após intervenção
Entidade que protege correntistas prevê desembolso recorde após decisão do Banco Central de liquidar a instituição financeira.
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) estima que terá de pagar R$ 6,3 bilhões para ressarcir clientes do Will Bank, após a decisão do Banco Central (BC) de decretar a liquidação extrajudicial da instituição na última quarta-feira (21). O valor, considerado um dos maiores da história do fundo, cobre depósitos e aplicações em CDB até o limite garantido de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.
O Banco Central justificou a medida citando "grave situação de insolvência" e "insuficiência patrimonial" do Will Bank, que integra o conglomerato do Grupo Will. A intervenção e posterior liquidação buscam "preservar o interesse público e a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional".
Impacto para correntistas e investidores
Clientes que possuem contas correntes, poupança e CDBs no Will Bank terão seus créditos garantidos pelo FGC. O ressarcimento é automático para valores até R$ 250 mil. Titulares de aplicações que ultrapassem esse limite poderão ter parte do prejuízo coberta pelo processo de liquidação dos ativos do banco, conforme explicou o FGC em comunicado.
"Os clientes não precisam entrar em contato com o FGC. O processo de restituição será iniciado automaticamente pela entidade", afirmou o presidente do FGC, Marcelo Moscogliato. A previsão é que os pagamentos comecem em até 15 dias úteis.
Contexto da crise e próximos passos
A intervenção no Will Bank ocorre em um momento de ajustes no setor financeiro e após relatos de dificuldades de saque por parte de clientes. O BC nomeou João Carlos de Almeida Ferreira, ex-diretor do Banco do Brasil, como liquidante extrajudicial. Sua função será administrar e vender os ativos do banco para pagar credores, seguindo uma ordem legal de prioridade.
O caso reacende o debate sobre a regulação de fintechs e bancos digitais. Especialistas consultados pelo G1 apontam que, apesar do episódio, o sistema de garantias brasileiro tem se mostrado robusto, evitando corridas bancárias. O FGC é financiado por contribuições das próprias instituições financeiras associadas.
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