Governador do TO anuncia concurso da Polícia Civil com 452 vagas e salários de até R$ 21,9 mil
Certame, que deve ter edital publicado ainda nesta semana, visa recompor efetivo após último concurso em 2014.
O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), anunciou na noite desta segunda-feira (30) a autorização para a realização do concurso público da Polícia Civil do estado. O certame oferecerá 452 vagas, com salários iniciais que podem chegar a R$ 21.901,70. O anúncio foi feito por meio das redes sociais ao lado do secretário de Segurança Pública, Bruno Azevedo, e do secretário da Administração, Paulo César Benfica.
Segundo o governador, o edital deve ser publicado ainda nesta semana. "Atenção, atenção, concurseiros e concurseiras de todo o Brasil, especialmente do Tocantins. Mais um concurso será preparado agora", afirmou Barbosa em vídeo. O último concurso da corporação foi realizado em 2014, e o novo certame tem como objetivo recompor o efetivo para ampliar a capacidade de investigação no estado.
Detalhes dos cargos e salários
O secretário de Segurança Pública, Bruno Azevedo, detalhou as áreas contempladas. "Os cargos são de oficial investigador de polícia, perito oficial e delegado de polícia", explicou. Os salários iniciais para cada cargo serão: delegado de polícia: R$ 21.901,70; perito oficial: R$ 17.694,68; e oficial investigador de polícia: R$ 7.917,97.
Contexto de pressão e déficit
O anúncio ocorre após um histórico de prazos descumpridos. Em 2024, o governador havia anunciado 381 vagas e prometido provas até março de 2025, o que não se concretizou. A realização de concursos para as polícias Civil e Penal foi incluída como prioridade na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2026.
A pressão por um novo concurso aumentou após o Ministério Público do Tocantins (MPTO) apontar que o estado enfrenta um déficit de 1.272 servidores na Polícia Civil. O órgão classificou a situação como um "colapso investigativo", destacando que delegacias em municípios como Abreulândia e Marianópolis chegaram a ser fechadas por falta de policiais.
Decisões judiciais e urgência
Em decisões judiciais recentes, o Estado foi obrigado a apresentar relatórios sobre a situação da corporação e a projeção de aposentadorias. As decisões reforçaram que a realização do certame é uma medida urgente para garantir a segurança pública no Tocantins. O g1 procurou o Estado para um posicionamento sobre a situação, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
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