Indicação de Messias ao STF é rejeitada pelo Senado em derrota inédita para Lula
Placar de 52 votos contrários e 38 favoráveis marca a primeira rejeição de um nome ao STF desde a redemocratização.
O Senado Federal rejeitou, nesta quarta-feira (29), a indicação do advogado Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Foram 52 votos contrários e 38 favoráveis, em uma derrota considerada inédita para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O resultado, que já era esperado nos bastidores, foi articulado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Alcolumbre, que minutos antes do anúncio oficial já previa o placar em conversa captada por microfone, conseguiu unir a oposição e parte da base governista contra o nome indicado.
Articulação de Alcolumbre e reação do governo
Segundo apuração da equipe de jornalismo, Alcolumbre trabalhou nos bastidores para garantir a derrota, costurando alianças que isolaram o Planalto. A movimentação é vista como um "rebote" que o próprio presidente do Senado terá que administrar nos próximos dias, conforme análise de cientistas políticos.
Em entrevista após a votação, o indicado Messias afirmou: "A vida é assim", demonstrando resignação com o resultado. O presidente Lula, que segundo a colunista Natuza Nery reagiu com surpresa ao revés, ainda não se pronunciou oficialmente sobre os próximos passos.
Comemoração da oposição e placares históricos
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram a comemoração de senadores da oposição assim que o resultado foi anunciado. Em contraste, governistas foram vistos cumprimentando Messias após a derrota, em um gesto de solidariedade política.
Um infográfico publicado pelo G1 mostra que esta foi a primeira vez desde a redemocratização que uma indicação presidencial ao STF é rejeitada pelo Senado. Placar mais apertado registrado anteriormente havia sido em 2010, com 55 votos favoráveis e 40 contrários.
O que acontece agora?
Com a rejeição, a vaga aberta no STF permanece sem preenchimento. Cabe ao presidente Lula indicar um novo nome para ocupar o cargo. A expectativa é que o Planalto busque um perfil que consiga maior consenso no Senado para evitar um novo desgaste político. A nova indicação deve ocorrer nas próximas semanas, segundo fontes do governo.
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