Jovem e padrasto condenado por homicídio morrem carbonizados em Araguaína

Jovem e padrasto condenado por homicídio morrem carbonizados em Araguaína

Laiane Noleto, 19, e Ivano Cunha, 49, foram achados sem roupas após explosão; padrasto cumpria regime aberto por matar enteada em 2009.

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5 de junho de 2026 ·

Uma estudante de direito de 19 anos e o padrasto, condenado a 35 anos de prisão por homicídio, morreram carbonizados em uma casa em Araguaína, no norte do Tocantins, na quarta-feira (3). Os corpos de Laiane Cardoso Noleto e Ivano Vaz Cunha, de 49 anos, foram localizados pelo Corpo de Bombeiros dentro de um quarto, após uma explosão ouvida por vizinhos.

Segundo a Polícia Militar, as vítimas foram encontradas sem roupas na parte inferior do corpo. No local, foi apreendido um galão com vestígios de gasolina. A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso. Os corpos passaram por necropsia no Instituto Médico Legal (IML) e foram liberados para o sepultamento.

Vítima sonhava em ser advogada

Natural de Araguaína, Laiane Noleto cursava direito e tinha planos de concluir a graduação para atuar na área jurídica. O primo, Gustavo Noleto, a descreveu como uma pessoa estudiosa e com um futuro promissor. "Ela tinha um futuro pela frente", lamentou. O enterro da jovem ocorreu na tarde de quinta-feira (4).

Padrasto tinha condenação por homicídio de enteada

Documentos da Justiça obtidos pela TV Anhanguera confirmam que Ivano Vaz Cunha foi condenado a 35 anos de prisão em regime fechado pelo homicídio de uma jovem, que seria sua enteada, em 2009. Ele progrediu para o regime aberto e, em 2024, passou a utilizar monitoramento eletrônico.

A Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) informou que Ivano cumpria a medida conforme determinação do Poder Judiciário. Por decisão judicial, ele foi autorizado a exercer trabalho externo no setor de vendas e a se deslocar por todo o estado para o desempenho de suas atividades profissionais, com a obrigação de se recolher em casa durante a noite e comunicar viagens interestaduais.

A Seciju reforçou que todas as inconsistências e violações de regras registradas pelo sistema de tornozeleira eletrônica foram verificadas pela Polícia Penal e informadas imediatamente ao Poder Judiciário. A pasta destacou que a aplicação de punições ou a perda de benefícios são prerrogativas exclusivas dos juízes da execução penal.

Investigação em andamento

A DHPP segue investigando as circunstâncias do incêndio e da morte das duas vítimas. A polícia apreendeu um galão com vestígios de gasolina no local, e a causa da explosão ainda não foi oficialmente determinada. Não há informações sobre suspeitos ou linhas de investigação específicas até o momento.

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