Jovens são condenados por matar indígena com socos e golpe na cabeça em Tocantins
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Jovens são condenados por matar indígena com socos e golpe na cabeça em Tocantins

Sentença aplica penas superiores a 16 anos por homicídio triplamente qualificado após crime cometido em 2023.

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23 de janeiro de 2026 ·

Dois jovens foram condenados pela morte do indígena Davi Dias Apinaje, ocorrida em setembro de 2023, em Tocantinópolis, no Tocantins. A vítima foi atacada enquanto dormia na calçada em frente a uma loja. O Tribunal de Justiça local confirmou que os réus devem cumprir a pena em regime fechado.

O crime foi julgado como homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa. O juiz Helder Carvalho Lisboa, da 1ª Vara Criminal de Tocantinópolis, presidiu o julgamento, no qual um conselho de jurados decidiu pela condenação.

Penas e recursos

Iago Silveira Pinheiro, de 25 anos, foi sentenciado a 19 anos e três meses de prisão.Thalisson da Silva Cardoso, de 20 anos, recebeu pena de 16 anos e seis meses. Ambos estão presos desde 20 de setembro de 2023, e o tempo de prisão provisória será descontado.

A defesa de Thalisson informou que analisa a sentença para decidir sobre um recurso. Os advogados de Iago Silveira Pinheiro já confirmaram que vão recorrer da decisão, por considerá-la injusta. O juiz também determinou o pagamento de R$ 50 mil em indenização por danos morais aos filhos de Davi.

Detalhes do crime

O ataque ocorreu na madrugada do dia 16 de setembro de 2023, na esquina da Rua da Estrela com a Avenida Nossa Senhora de Fátima. Com base em depoimentos e imagens de segurança, o Tribunal de Justiça afirmou que os acusados, após consumirem bebida alcoólica, agrediram Davi sem motivo aparente.

A vítima foi alvejada com socos e pontapés e, em seguida, golpeada na cabeça com um bloco de concreto de 12 quilos. Um vigilante que passava pelo local relatou ter visto o indígena dormindo e, minutos depois, já o encontrou ferido ao lado da pedra ensanguentada.

Contexto da vítima e investigação

Testemunhas informaram que Davi Dias Apinaje não vivia mais em uma aldeia e passava a maior parte do tempo pelas ruas da cidade, ingerindo bebida alcoólica. Após o crime, a perícia esteve no local e a polícia realizou buscas, mas inicialmente não conseguiu localizar suspeitos.

A investigação progrediu e levou à prisão dos dois jovens. O caso ganhou repercussão local e foi acompanhado pela imprensa regional, destacando a violência do ataque e a condição indígena da vítima.

O Tribunal de Justiça do Tocantins emitiu a sentença, encerrando a fase de julgamento. Os próximos passos dependem dos recursos que podem ser interpostos pelas defesas dos condenados, que têm o direito de questionar a decisão em instâncias superiores.

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