Maternidade em Palmas aplica anticorpo monoclonal contra bronquiolite em recém-nascidos
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Maternidade em Palmas aplica anticorpo monoclonal contra bronquiolite em recém-nascidos

Medicamento oferece proteção direta contra principal causa de internações infantis por complicações respiratórias.

Admin
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13 de fevereiro de 2026 ·

O Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR), em Palmas, iniciou nesta semana a aplicação do anticorpo monoclonal Nirsevimabe para proteger recém-nascidos contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). A ação, conforme a Secretaria de Estado da Saúde (SES), tem como foco o combate à bronquiolite e à pneumonia, doenças que são as principais causas de internações infantis.

A imunização ocorre de forma imediata para os bebês que ainda estão internados na unidade. Para os recém-nascidos que já receberam alta, mas que nasceram entre agosto e fevereiro, os responsáveis devem agendar a aplicação pelo site oficial da prefeitura.

Proteção direta contra o vírus

Diferente das vacinas convencionais, o Nirsevimabe oferece proteção direta contra o VSR, atuando na prevenção de quadros graves que exigem suporte de oxigênio e internações em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). A SES destacou a importância da medida para reduzir a carga hospitalar durante o período de maior circulação do vírus.

O diretor do hospital, Fernando Pinheiro, classificou a introdução da medicação como um momento histórico para a unidade. "Estamos ampliando a prevenção e garantindo mais segurança aos nossos recém-nascidos, especialmente os mais vulneráveis", afirmou Pinheiro.

Contexto e importância da medida

O Vírus Sincicial Respiratório é uma ameaça sazonal conhecida, com picos de infecção que sobrecarregam o sistema de saúde pediátrico. A disponibilização do Nirsevimabe em uma maternidade pública estadual representa um avanço na política de saúde preventiva para uma faixa etária de alto risco.

A estratégia de imunização imediata para bebês internados e o agendamento para os demais nascidos no período de risco buscam criar uma barreira de proteção coletiva, impedindo a propagação do vírus e suas complicações mais sérias.

A expectativa das autoridades de saúde é que a iniciativa, iniciada na capital, possa ser expandida para outras unidades do estado, conforme a disponibilidade do insumo. A SES monitorará os resultados da aplicação para avaliar o impacto na redução das taxas de hospitalização por doenças respiratórias em lactantes.

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