Mecânico morto a tiros após negar água e energia a vizinho em Araguaína
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Mecânico morto a tiros após negar água e energia a vizinho em Araguaína

Cleson Chaves Rabelo, de 45 anos, foi morto na porta de casa no setor Presidente Lula. Suspeito foi preso pela PM.

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28 de abril de 2026 ·

O mecânico Cleson Chaves Rabelo, de 45 anos, foi morto a tiros na porta de casa em Araguaína, no norte do Tocantins, após se recusar a fornecer água e energia elétrica para um vizinho que pretendia iniciar uma obra no lote ao lado. O crime ocorreu no sábado (25), no setor Presidente Lula.

De acordo com a Polícia Militar, o suspeito, identificado como R.C.S., de 27 anos, foi preso pouco tempo depois do crime. A vítima chegou a ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada ao Hospital Regional de Araguaína, mas não resistiu aos ferimentos.

Discussão e disparos

Segundo o relatório policial, o autor teria solicitado à vítima que cedesse água e energia para iniciar a obra até que as ligações formais fossem feitas junto às companhias. Cleson negou o pedido, o que gerou uma discussão entre os dois. O suspeito deixou o local em uma moto, mas retornou armado e efetuou três disparos, que atingiram o mecânico no rosto, tórax e braço esquerdo.

O corpo de Cleson foi sepultado na tarde do domingo (26). A Polícia Civil divulgou apenas as iniciais do investigado. O g1 não conseguiu contato com a defesa dele.

Perfil da vítima

Cleson trabalhava há mais de 30 anos na área mecânica e havia aberto uma oficina de motos com o filho há cerca de três anos. Em depoimento ao g1, o filho contou que os dois trabalhavam juntos no local para sustentar a família.

O mecânico havia se tornado avô há oito meses. Era evangélico da Assembleia de Deus Madureira e tinha a pesca como um dos principais hobbies. "Era uma pessoa excepcional. Meu pai, excepcional. Gostava muito de pescar. A rotina dele era igreja, trabalho, a casa dele e aos fins de semana a gente costumava, vez e outra, estar pescando", compartilhou o filho.

De origem humilde, Cleson também realizava ações sociais na região. "Teve um tempo na vida dele que foi muito complicado, então ele ajudava muito as pessoas. Gostava de fazer doações de cestas básicas, sempre gostou de fazer essa ajuda social", afirmou o filho.

Família e futuro

A vítima deixa a esposa e dois filhos, um rapaz de 22 anos e uma jovem de 19 anos. O filho mais velho afirmou que pretende dar continuidade ao trabalho do pai. "Ele tinha muitos sonhos, né. Muitos projetos. Agora a gente vai dar continuidade à loja à família. Eu como filho mais velho e o único homem, vou cuidar da minha mãe. Dar continuidade naquilo que ele iniciou", finalizou.

A Polícia Civil investiga o caso.

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