Paciente denuncia erro médico após ter joelho errado operado em hospital público do Tocantins
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Paciente denuncia erro médico após ter joelho errado operado em hospital público do Tocantins

Mulher aguarda há mais de um ano por cirurgia corretiva e relata dores intensas enquanto caminha com muletas.

Admin
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13 de fevereiro de 2026 ·

A dona de casa Maíra Vieira Coelho, de 38 anos, vítima de um atropelamento em outubro de 2024, denuncia ter passado por uma cirurgia no joelho esquerdo por engano no Hospital Geral de Palmas (HGP), no Tocantins, apesar de sua fratura ser no joelho direito. O caso, que aguarda investigação, expõe falhas na rede pública de saúde do estado.

Maíra procurou atendimento após o acidente e foi submetida ao procedimento cirúrgico. No entanto, segundo seu relato, a equipe médica operou o membro saudável. "Eles viram que aconteceu o erro lá no HGP mesmo, só que mesmo assim eles me deram alta", afirmou a paciente ao g1.

Paciente aguarda na fila do SUS por nova cirurgia

Após o suposto erro, Maíra foi encaminhada por sua Unidade Básica de Saúde (UBS) para um novo ortopedista. Exames de ressonância magnética confirmaram a fratura no joelho direito, e ela foi direcionada para a consulta pré-cirúrgica. Desde então, aguarda na fila do Sistema Único de Saúde (SUS) sem previsão para a operação corretiva.

"Indignada com toda essa situação porque eu não durmo à noite, eu sinto dores constantes, dores intensas. Tem um ano e cinco meses eu aqui nessa situação e sem saber quando que eu vou ser atendida", desabafou. A dona de casa segue caminhando com a ajuda de muletas dentro de casa.

Secretaria de Saúde confirma internação, mas não comenta erro

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) confirmou que a paciente foi admitida no HGP em outubro de 2024 com quadro de politrauma e passou por "diversos procedimentos cirúrgicos ortopédicos, conforme avaliação médica e protocolos".

A pasta, no entanto, não se pronunciou sobre a denúncia de erro médico. Alegando a Lei de Proteção de Dados (LPD) e resolução do Conselho Federal de Medicina, a secretaria declarou não poder repassar informações do prontuário sem autorização da família. A data para a cirurgia no joelho direito também não foi informada.

O caso ocorre em um contexto de relatos recorrentes de pacientes sobre descaso em atendimentos e questões de segurança hospitalar no estado. A reportagem é de Ralph Assé e Patrício Reis, do g1 Tocantins e TV Anhanguera.

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