Padrasto com histórico de estupro e morte é encontrado carbonizado com enteada em Araguaína
Ivano Vaz Cunha, condenado por estuprar e queimar outra enteada em 2009, morreu em incêndio com Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos, em casa.
O padrasto Ivano Vaz Cunha, de 49 anos, e a enteada Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos, foram encontrados carbonizados dentro de uma casa em Araguaína, no norte do Tocantins, na quarta-feira (3). O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Antecedentes criminais
Documentos da Justiça revelam que Ivano possuía um longo histórico de crimes, iniciado quase duas décadas antes de sua morte. Em 2007, ele atropelou e matou um homem no setor JK, em Araguaína, fugindo sem prestar socorro. A condenação por homicídio culposo saiu em 2025, com pena de dois anos e quatro meses de detenção em regime aberto e suspensão da CNH.
Em novembro de 2009, Ivano estuprou e asfixiou sua então enteada, Layla Athyla Maranhão Vales, de 19 anos. Após matá-la, ele ateou fogo ao corpo e à residência da família para ocultar os vestígios. Confesso, foi condenado a 35 anos de prisão em regime fechado.
"Ele demonstrava ser uma pessoa fria e sem arrependimento. Um verdadeiro psicopata", afirmou o delegado aposentado Silneyr Deófanes, responsável pela investigação na época.
Regime semiaberto e trabalho externo
A Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça informou que Ivano obteve o benefício do trabalho externo para atuar no setor de vendas, com uso de tornozeleira eletrônica. Todas as violações registradas no sistema de monitoramento foram notificadas ao Poder Judiciário.
Semelhanças com o crime de 2009
Segundo os bombeiros, os corpos de Ivano e Laiane foram encontrados sem roupas na parte inferior do corpo e carbonizados após uma explosão. No imóvel, foi apreendido um galão com vestígios de gasolina. De acordo com os investigadores, o método apresenta semelhanças com o crime cometido há 17 anos contra Layla.
O corpo de Ivano foi localizado sobre os destroços de uma cama destruída pelas chamas.
Investigação em andamento
A Polícia Civil investiga as circunstâncias do incêndio e aguarda laudos periciais para esclarecer a dinâmica do ocorrido. O g1 não conseguiu contato com o advogado de Ivano nos processos anteriores.
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