Palmas é 1ª cidade do Norte e Nordeste a entrar no top 15 de competitividade
Capital tocantinense saltou para 13ª posição no ranking nacional, com destaque em economia e inovação.
Palmas alcançou a 13ª posição no Ranking de Competitividade dos Municípios de 2026, tornando-se a primeira cidade das regiões Norte e Nordeste a figurar no top 15 desde o início do levantamento. O estudo, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) em parceria com a Gove Digital, avaliou 423 municípios brasileiros com mais de 80 mil habitantes.
O resultado supera o melhor desempenho anterior entre as duas regiões, que era de Recife (PE), na 37ª colocação em 2023. Vitória (ES) lidera o ranking nacional pela primeira vez, seguida por Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR) e São Paulo (SP).
Destaques de Palmas nos indicadores
Palmas ocupa a 4ª posição nacional em Inserção Econômica, a 5ª em Economia e a 6ª em Inovação e Dinamismo Econômico, sendo o município mais bem colocado da Região Norte nesses pilares. No entanto, o saneamento básico ainda é um desafio, com a cidade na 119ª colocação no indicador.
"É um resultado histórico que reflete o esforço coletivo da gestão pública e da sociedade em construir uma cidade mais competitiva e preparada para o futuro", destacou um porta-voz da prefeitura local, em nota oficial.
Avanços em outras cidades do Tocantins
No estado, Gurupi avançou 128 posições no pilar de Saneamento, um dos maiores ganhos da Região Norte, e ocupa a 122ª colocação em Sociedade e a 134ª em Qualidade da Educação. Araguaína subiu 147 posições no indicador de Telecomunicações, ficando entre os maiores avanços do país.
O ranking, em sua sétima edição, reúne 65 indicadores distribuídos em 13 pilares relacionados à gestão pública, como educação, saúde, segurança e sustentabilidade fiscal.
Contexto e próximos passos
O CLP é uma organização suprapartidária com 18 anos de atuação, dedicada a desenvolver líderes públicos e engajar a sociedade em soluções para os desafios do país. O desempenho de Palmas acompanha uma tendência de melhora em municípios do Norte e Nordeste, que historicamente ficavam atrás das regiões Sul e Sudeste.
Especialistas apontam que o resultado pode atrair novos investimentos e impulsionar políticas públicas locais. A prefeitura deve usar os dados do ranking para priorizar áreas como saneamento e infraestrutura nos próximos anos.
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