PM é suspeito de agredir ex-namorada após cobrança de dívida em Palmas

PM é suspeito de agredir ex-namorada após cobrança de dívida em Palmas

Vítima de 39 anos já possuía medida protetiva contra o militar, que não foi localizado após a denúncia.

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16 de fevereiro de 2026 ·

Um policial militar é suspeito de agredir fisicamente a ex-namorada, de 39 anos, na noite de sábado (14) em Palmas. A agressão teria ocorrido após a vítima procurá-lo para cobrar uma dívida de R$ 1,5 mil que ele tinha com a filha dela, que estava internada e precisando de medicação.

O caso foi registrado na Central de Atendimento à Mulher e está sendo investigado pela 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Palmas. A Polícia Militar informou que o caso será apurado na esfera administrativa, paralelamente às investigações criminais.

Violência ocorreu durante cobrança

De acordo com o boletim de ocorrência, ao qual o g1 teve acesso, a vítima foi até a casa da ex-companheira do policial, onde ele estava, por volta das 23h04. O documento relata que o PM saiu da residência "de forma agressiva, puxando seus cabelos, desferindo um tapa em seu rosto e segurando-a com força e arremessando-a contra a parede". O celular da mulher também foi danificado.

A vítima e o policial militar tiveram um relacionamento que durou três anos. Conforme o registro, ela já possuía uma Medida Protetiva de Urgência contra o acusado, expedida em 2025.

Busca pelo suspeito

Uma equipe da PM foi acionada para atender a ocorrência de violência doméstica na quadra 604 Norte. Os militares realizaram buscas no endereço, mas o suspeito não foi localizado. A Polícia Militar emitiu nota afirmando que "não compactua com qualquer conduta que viole a legislação ou os princípios éticos da Corporação".

A corporação garantiu que assegurará "o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa" durante as apurações. O g1 não conseguiu contato com a defesa do policial militar para obter um posicionamento.

Contexto e próximos passos

A Secretaria de Segurança Pública confirmou o registro do caso. As investigações agora estão a cargo da delegacia especializada, que apura os crimes de violência doméstica e descumprimento de medida protetiva.

Casos envolvendo agentes de segurança em situações de violência doméstica costumam seguir um duplo fluxo investigativo: o criminal, conduzido pela polícia civil, e o administrativo-disciplinar, realizado pela corregedoria da própria corporação, que pode resultar em penalidades como suspensão ou expulsão.

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