Polícia Civil cumpre 10 mandados em operação contra fraude em UPAs de Palmas

Polícia Civil cumpre 10 mandados em operação contra fraude em UPAs de Palmas

Operação Falsa Emergência investiga suspeita de falsidade ideológica em contrato de R$ 139 milhões com Santa Casa de Itatiba.

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21 de maio de 2026 ·

A Polícia Civil cumpriu dez mandados de busca e apreensão em Palmas nesta quinta-feira (21), durante a Operação Falsa Emergência, que investiga possíveis irregularidades na Secretaria Municipal de Saúde (Semus). Cerca de 50 policiais participaram da ação.

A investigação apura suspeitas de falsidade ideológica em documentos ligados à formalização de uma parceria entre a Prefeitura e a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, organização responsável pela gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital.

Segundo a polícia, há indícios de que informações foram inseridas de forma irregular para dar aparência de legalidade ao processo da parceria.

Mandados cumpridos e apreensões

Os policiais estiveram em endereços residenciais e também em locais de trabalho ligados aos investigados, com o objetivo de coletar e preservar provas. Um dos mandados foi cumprido na sede da Semus, onde documentos foram apreendidos. Conforme apurado pela TV Anhanguera, os servidores da secretaria foram dispensados durante a ação.

Em nota, a Semus afirmou que acompanha a ação, está prestando todas as informações necessárias e colaborando de forma transparente com os procedimentos. O g1 solicitou posicionamento para a assessoria da Santa Casa, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.

Contrato de R$ 139 milhões e disputa judicial

A terceirização das UPAs Norte e Sul de Palmas começou em março de 2026. Na ocasião, a Prefeitura anunciou um contrato de R$ 139 milhões com a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba.

O contrato chegou a ser suspenso pela Justiça do Tocantins no dia 22 de abril de 2026, que determinou que a Prefeitura retomasse a gestão direta das UPAs. No entanto, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu essa decisão dias depois, alegando risco de prejuízo ao atendimento de saúde caso a administração municipal fosse obrigada a assumir novamente as unidades de forma imediata.

Na época, o STJ ressaltou que não analisou se a parceria é regular ou não. Essa avaliação segue em andamento na Justiça Estadual. Com isso, o contrato deve ser mantido até que o caso seja julgado de forma mais aprofundada pelo Tribunal de Justiça do Tocantins (TJ-TO).

Próximos passos da investigação

A Polícia Civil informou que as diligências continuam e que o caso pode revelar outros possíveis crimes contra a administração pública. A corporação não descarta novas fases da operação.

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