Polícia Civil cumpre 10 mandados em operação contra fraude em UPAs de Palmas
Operação Falsa Emergência investiga suspeita de falsidade ideológica em contrato de R$ 139 milhões com Santa Casa de Itatiba.
A Polícia Civil cumpriu dez mandados de busca e apreensão em Palmas nesta quinta-feira (21), durante a Operação Falsa Emergência, que investiga possíveis irregularidades na Secretaria Municipal de Saúde (Semus). Cerca de 50 policiais participaram da ação.
A investigação apura suspeitas de falsidade ideológica em documentos ligados à formalização de uma parceria entre a Prefeitura e a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, organização responsável pela gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital.
Segundo a polícia, há indícios de que informações foram inseridas de forma irregular para dar aparência de legalidade ao processo da parceria.
Mandados cumpridos e apreensões
Os policiais estiveram em endereços residenciais e também em locais de trabalho ligados aos investigados, com o objetivo de coletar e preservar provas. Um dos mandados foi cumprido na sede da Semus, onde documentos foram apreendidos. Conforme apurado pela TV Anhanguera, os servidores da secretaria foram dispensados durante a ação.
Em nota, a Semus afirmou que acompanha a ação, está prestando todas as informações necessárias e colaborando de forma transparente com os procedimentos. O g1 solicitou posicionamento para a assessoria da Santa Casa, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.
Contrato de R$ 139 milhões e disputa judicial
A terceirização das UPAs Norte e Sul de Palmas começou em março de 2026. Na ocasião, a Prefeitura anunciou um contrato de R$ 139 milhões com a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba.
O contrato chegou a ser suspenso pela Justiça do Tocantins no dia 22 de abril de 2026, que determinou que a Prefeitura retomasse a gestão direta das UPAs. No entanto, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu essa decisão dias depois, alegando risco de prejuízo ao atendimento de saúde caso a administração municipal fosse obrigada a assumir novamente as unidades de forma imediata.
Na época, o STJ ressaltou que não analisou se a parceria é regular ou não. Essa avaliação segue em andamento na Justiça Estadual. Com isso, o contrato deve ser mantido até que o caso seja julgado de forma mais aprofundada pelo Tribunal de Justiça do Tocantins (TJ-TO).
Próximos passos da investigação
A Polícia Civil informou que as diligências continuam e que o caso pode revelar outros possíveis crimes contra a administração pública. A corporação não descarta novas fases da operação.
Deixe seu Comentário
0 Comentários