Vendedor é preso por engano no TO após criminoso usar seus dados em GO
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Vendedor é preso por engano no TO após criminoso usar seus dados em GO

Homem passou 30 dias detido devido a erro em mandado de prisão expedido em 2019.

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15 de janeiro de 2026 ·

Osmar Sousa Figueiredo, vendedor ambulante de Araguaína (TO), foi preso por engano e passou 30 dias detido após a Justiça confundir seu nome com o de um suspeito de assassinato em Goiás. Ele foi solto no dia 10 de janeiro de 2026 e busca reparação pelo erro que, segundo seu advogado, foi "grotesco" e humilhante.

O mandado de prisão foi emitido em nome de Osmar no final de 2019. Conforme o advogado Fabrício Martins, um criminoso usou os dados pessoais do vendedor ao se apresentar à Polícia Civil em Rio Verde (GO). A prisão ocorreu no dia 11 de dezembro de 2025, sob suspeita de um homicídio em Goiânia.

Erro no sistema e busca por justiça

O Tribunal de Justiça de Goiás afirmou ter determinado o arquivamento do pedido de exceção de ilegitimidade, pois a prisão preventiva foi revogada e diligências para identificar o verdadeiro acusado foram deferidas. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO) esclareceu que, ao localizar um procurado por outro estado, a Polícia Civil local apenas cumpre o mandado e comunica a autoridade competente.

O g1 pediu posicionamento à Secretaria de Segurança Pública de Goiás, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

Impacto pessoal e reconstrução da vida

Em depoimento, Osmar desabafou sobre o trauma. "Não tenho como explicar como está a minha mente. O que eu passei nesses 30 dias lá dentro, só eu sei", disse. Ele questiona a situação em que o verdadeiro suspeito permanece em liberdade. Natural de Araguaína, o vendedor afirma nunca ter conhecido a cidade de Goiás onde o crime teria ocorrido.

No dia da prisão, ele havia acabado de chegar em casa quando a polícia bateu em sua porta. Agora, tenta "botar a mente no lugar" e reconstruir sua vida após o episódio, que, em suas palavras, sujou sua imagem.

Procedimento padrão e responsabilidade

A SSP-TO reforçou que eventuais divergências nos dados do Banco Nacional de Mandados de Prisão devem ser tratadas diretamente com o órgão que cadastrou o mandado, pois apenas a autoridade original da investigação pode retificar as informações no sistema.

O caso evidencia uma falha na checagem de identidade que resultou na privação de liberdade de um inocente, levantando questões sobre os mecanismos de correção e responsabilização em erros do sistema judiciário.

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