Ciclone começa a se formar no Sul; ar frio vai avançar pelo país
Sistema de baixa pressão se intensifica no litoral sulista e derruba temperaturas em várias regiões do Brasil nos próximos dias.
Um ciclone começa a se formar neste sábado (20) no Sul do Brasil, segundo a meteorologia. O sistema de baixa pressão se intensifica no litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, provocando ventos fortes e chuvas isoladas na região.
O fenômeno deve se afastar do continente, mas a sua formação vai puxar uma massa de ar frio que vai avançar pelo país. A previsão é de queda nas temperaturas em estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste ao longo da próxima semana.
Impacto no Sul
No Rio Grande do Sul, a Defesa Civil alerta para rajadas de vento que podem passar dos 60 km/h nas áreas costeiras. Em Santa Catarina, o mar pode ficar agitado, com ondas de até 2,5 metros, o que representa risco para a navegação de pequenas embarcações.
As temperaturas mínimas devem cair para perto dos 5°C nas serras gaúcha e catarinense, com possibilidade de geada isolada. O frio intenso deve se concentrar entre domingo (21) e terça-feira (23), com gradual elevação a partir de quarta (24).
Avanço do ar frio
O ar frio de origem polar vai avançar para o Sudeste, derrubando as temperaturas em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A capital paulista pode registrar mínimas de 12°C nos próximos dias, enquanto o sul de Minas Gerais deve ver termômetros na casa dos 10°C.
No Centro-Oeste, o frio chega de forma mais amena, mas deve derrubar as temperaturas em Campo Grande e em partes de Mato Grosso do Sul, onde a mínima pode chegar a 14°C. O fenômeno também deve reduzir a umidade do ar em algumas regiões, aumentando o risco de queimadas.
Previsão para o resto da semana
O ciclone deve se afastar do litoral até segunda-feira (22), mas o ar frio permanece sobre o país até meados da semana. A partir de quinta-feira (25), as temperaturas começam a subir gradualmente, com o retorno do sol e a diminuição das nuvens.
Os meteorologistas recomendam atenção redobrada para os moradores das áreas costeiras do Sul e para quem viaja pelas rodovias da região, devido aos ventos fortes e à possibilidade de neblina nas serras.
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