Criminosos usam ônibus como barricadas na Zona Norte do Rio

Criminosos usam ônibus como barricadas na Zona Norte do Rio

Ação orquestrada bloqueia vias e assusta moradores; polícia investiga ligação com milícias.

Admin
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13 de julho de 2026 ·

Criminosos utilizaram **ônibus** como barricadas para interditar ruas na Zona Norte do Rio de Janeiro, na manhã deste sábado (13 de julho). A ação, que ocorreu em bairros como o Complexo do Alemão e a Penha, gerou pânico entre os moradores e interrompeu o trânsito na região.

Bloqueio e pânico

Segundo relatos de moradores, pelo menos **três ônibus** foram roubados e posicionados transversalmente em vias estratégicas, impedindo a passagem de veículos. Os criminosos também incendiaram pneus e entulho para reforçar as barreiras. "Foi um terror. Eles mandaram todo mundo descer e saíram com os ônibus", disse um motorista que preferiu não se identificar.

A Polícia Militar foi acionada e isolou a área. Agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) foram enviados para o local para tentar conter a ação. Até o momento, não há informações sobre feridos ou prisões.

Investigação e contexto

As autoridades suspeitam que a ação seja uma tentativa de criminosos de **dificultar o trabalho da polícia** em operações na região. A Zona Norte do Rio é conhecida pela forte presença de milícias e facções criminosas, que frequentemente usam táticas de intimidação e bloqueio para proteger seus territórios.

De acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP), a região registrou um aumento de **15% nos casos de roubo de veículos** nos últimos seis meses, em comparação com o mesmo período do ano passado. A Polícia Civil abriu inquérito para investigar o caso e identificar os responsáveis.

Reação e próximos passos

A Secretaria de Ordem Pública (Seop) informou que equipes de limpeza foram enviadas para remover os obstáculos e normalizar o trânsito. A previsão é que as vias sejam liberadas até o final da tarde.

A população da região segue apreensiva. "A gente já vive com medo, mas ver isso de manhã cedo é assustador. Não sabemos se vamos conseguir sair para trabalhar amanhã", desabafou a comerciante Maria Aparecida, de 45 anos.

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