Cronologia: padrasto e enteada morrem em incêndio em Araguaína; ele tinha histórico de crimes
Ivano Vaz Cunha, condenado por estupro e morte de enteada em 2009, morreu carbonizado com outra enteada de 19 anos no TO.
Ivano Vaz Cunha, de 49 anos, e a enteada Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos, morreram carbonizados em um incêndio em uma casa em Araguaína, no norte do Tocantins, no dia 3 de junho. O caso é investigado pela Polícia Civil, que apura a suspeita de crime intencional.
Ivano já havia sido condenado a 35 anos de prisão em 2009 por estuprar e matar outra enteada, Layla Athyla Maranhão, também de 19 anos, e atear fogo ao corpo dela e à residência da família. Ele estava em regime semiaberto com tornozeleira eletrônica e trabalhava como vendedor e motorista.
Linha do tempo dos crimes
2007: Ivano atropela e mata uma pessoa enquanto dirigia uma carreta em Araguaína, no setor JK. Ele foge do local sem prestar socorro, alegando medo de linchamento. O caso gerou um processo que tramitou por anos.
2009: Ivano é condenado por estuprar e asfixiar a enteada Layla Athyla Maranhão Vales, de 19 anos. Para ocultar o crime, ele ateou fogo ao corpo da jovem e à residência da família. A sentença foi de 35 anos de prisão em regime fechado. No mesmo ano, ele tentou fugir da unidade prisional.
2018: O Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) concede a remição de 170 dias da pena por dias trabalhados, abatendo parte da sentença.
2023: Ivano consegue progressão para o regime semiaberto, e o equipamento de monitoramento eletrônico (tornozeleira) é instalado.
2025: A Justiça condena Ivano a dois anos e oito meses de detenção, em regime aberto, pelo homicídio culposo de 2007, com suspensão da habilitação para dirigir. O pedido de devolução da CNH foi negado.
Incêndio e investigação
No dia 3 de junho de 2026, por volta das 17h, vizinhos ouviram um forte barulho de explosão vindo da residência onde Ivano e Laiane estavam. O Corpo de Bombeiros encontrou os dois corpos carbonizados em um dos quartos: Laiane estava debaixo de um guarda-roupa, e Ivano sobre os destroços de uma cama. Ambos estavam sem roupas na parte inferior do corpo.
A perícia apreendeu um galão com vestígios de gasolina no interior da residência, reforçando a suspeita de incêndio criminoso. A Polícia Civil investiga a semelhança com o crime de 2009.
A Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) informou que o monitoramento eletrônico cumpria determinação judicial e que todas as violações registradas foram comunicadas ao Poder Judiciário. A pasta reforçou que a aplicação de punições ou perda de benefícios é prerrogativa exclusiva dos juízes da execução penal.
Deixe seu Comentário
0 Comentários