Empresária foragida é alvo de investigação por fraudes em contratos de UPAs
Cláudia Fernanda Cândido da Silva teve prisão decretada por suspeita de envolvimento em esquema de R$ 139 milhões em Palmas.
A empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva está foragida após ter a prisão preventiva decretada pela Justiça do Tocantins. Ela é investigada por supostas fraudes em contratos de R$ 139 milhões nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas.
De acordo com o Ministério Público, Cláudia Fernanda seria representante da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, entidade beneficiada pelo contrato firmado com a Secretaria Municipal de Saúde (Semus). A Santa Casa, no entanto, afirmou que a empresária não representa a instituição.
Relação com servidor e carro de luxo
Um dos pontos centrais da investigação é a relação da empresária com o superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, que foi preso. Segundo os investigadores, Cláudia alugou um carro de luxo, uma BMW/X1 S20I M SPORT, um dia antes da assinatura da Justificativa de Dispensa de Chamamento Público, documento que dispensou o procedimento licitatório.
O veículo, com custo global de R$ 228.576,00 por dois anos (R$ 9.524,00/mês), supostamente foi entregue ao superintendente. Para os investigadores, o uso do carro pode indicar vantagem indevida disfarçada, já que o valor é considerado incompatível com a renda do servidor. A BMW era usada com frequência por Andreis, que também mantinha proximidade com a empresária e viajou com ela para São Paulo durante as investigações.
Outros processos e antecedentes
Cláudia Fernanda já responde a outros processos na capital do Tocantins. Entre eles, uma ação de improbidade administrativa e um inquérito policial por suspeitas de irregularidades na compra de insumos de saúde. Ela é investigada pelo suposto desvio de R$ 1 milhão em contratos relacionados ao fornecimento de testes rápidos da Covid-19, em 2020.
O processo tramita na 2ª Vara da Fazenda e Registros Públicos de Palmas e foi encaminhado para o juiz no dia 21 de maio de 2026, aguardando julgamento.
Defesas e próximos passos
A defesa de Cláudia Fernanda informou que a empresária só deve se apresentar após ter acesso ao processo e entender os motivos da medida. Já a defesa de Dhieine Caminski, secretária de Saúde de Palmas também presa, afirmou que ainda não teve acesso a todo o material. O advogado de Andreis Vicente da Costa solicitou acesso aos autos do inquérito.
A Justiça decretou a prisão preventiva da empresária com base na gravidade dos fatos, no alto valor envolvido e no risco de continuidade das práticas investigadas, já que o contrato segue em execução com repasses milionários.
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