Empresário de Gurupi morto aos 31 anos recebe homenagem em campeonato de laço

Empresário de Gurupi morto aos 31 anos recebe homenagem em campeonato de laço

Cavalo foi solto sozinho na pista em tributo a Guilherme Pedroza, um mês após sua morte por mal súbito.

Admin
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21 de maio de 2026 ·

Amigos, familiares e praticantes do Team Roping se reuniram em um rancho em Gurupi, no sul do Tocantins, para prestar uma última homenagem ao empresário e engenheiro civil Guilherme Pedroza Oliveira, de 31 anos. O tributo ocorreu cerca de um mês após a morte súbita do produtor rural, que foi encontrado caído em uma de suas propriedades na zona rural do município no início de maio.

O momento de maior comoção ocorreu quando o cavalo de Guilherme foi solto sozinho na pista de laço, simulando uma prova como se o empresário estivesse montado. "Nessa parte não teve como conter as lágrimas. Todo mundo sentiu que queria a presença dele ali", relatou um familiar de Guilherme.

Homenagem durante competição

O local escolhido para a cerimônia foi o rancho, inaugurado recentemente por um amigo próximo, considerado a "segunda casa" do empresário. Era ali que Guilherme mantinha seus cavalos e frequentava quase diariamente para praticar o esporte ao lado de suas principais amizades.

A homenagem foi organizada durante a quarta etapa do "Campeonato 63" de Team Roping, uma modalidade de laço em dupla da qual Guilherme era membro ativo há muitos anos. De acordo com relatos de familiares, a cerimônia foi marcada por forte emoção. Durante o evento, o leiloeiro, pai de um dos amigos de Guilherme, convidou a família do empresário à frente para palavras de conforto e memória.

Morte súbita e comoção

Guilherme Pedroza morreu no dia 7 de maio de 2026. Ele foi encontrado sem sinais vitais por um gerente da fazenda onde estava. Na época, a mãe do empresário, que estava em Palmas, acionou o Samu, mas a equipe apenas pôde constatar o óbito. As circunstâncias da morte foram registradas como mal súbito.

Formado em engenharia civil pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Guilherme era sócio de empresas nos setores agropecuário, imobiliário e de combustíveis. Natural de Goiânia, onde foi sepultado, ele morava em Gurupi e era figura conhecida na região por sua atuação no agronegócio e sua paixão pela vida no campo, frequentemente compartilhada em suas redes sociais.

Noivado e legado

A morte de Guilherme gerou uma onda de solidariedade e notas de pesar de amigos e instituições locais, que o descreveram como uma pessoa bondosa e prestativa. O empresário havia celebrado o noivado com Júlia Assad Brandão apenas duas semanas antes de falecer.

Dias após a perda, Júlia publicou uma carta aberta descrevendo Guilherme como alguém que estava em seu "melhor momento" pessoal e profissional. "A saudade e a dor serão eternas, assim como tudo que ele deixou em nós", dizia uma das mensagens publicadas em sua memória.

O caso segue arquivado como morte natural, sem investigação policial em andamento.

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