Etanol na gasolina deve subir para 32%; entenda o impacto nos carros
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Etanol na gasolina deve subir para 32%; entenda o impacto nos carros

Mistura de etanol anidro na gasolina pode aumentar; veja como a mudança afeta o desempenho e consumo dos veículos.

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14 de julho de 2026 ·

O governo federal estuda aumentar de 27% para 32% a porcentagem de etanol anidro misturado à gasolina vendida nos postos do país. A proposta, que ainda precisa ser aprovada, pode gerar impactos diretos no bolso do consumidor e no funcionamento dos motores.

O que muda na prática

Atualmente, a gasolina comum vendida no Brasil contém 27% de etanol anidro. Com o aumento para 32%, a proporção de combustível fóssil cai para 68%. A mudança visa reduzir as emissões de poluentes e incentivar a produção nacional de etanol, mas especialistas alertam para possíveis efeitos nos veículos.

Veja os principais impactos:

  • Consumo: O etanol tem menor poder calorífico que a gasolina, o que pode aumentar o consumo em até 5% em motores flex.
  • Desempenho: Em carros flex, o motor pode apresentar perda de potência se não estiver calibrado para a nova mistura.
  • Emissões: A mistura maior de etanol reduz a emissão de CO₂ e outros poluentes, contribuindo para metas ambientais.

O que dizem os especialistas

“O aumento da mistura de etanol é positivo para o meio ambiente, mas exige que os motoristas fiquem atentos ao tipo de combustível usado”, afirma o engenheiro automotivo Carlos Mendes, da Universidade de São Paulo (USP). “Carros mais antigos, sem sistema flex, podem sofrer com o maior teor de álcool.”

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) informou que os veículos flex vendidos atualmente no Brasil já suportam misturas de até 30% de etanol. “A indústria está preparada para a mudança, mas é importante que o consumidor verifique o manual do proprietário”, disse a entidade em nota.

Impacto no bolso

O etanol anidro é mais barato que a gasolina pura, mas o repasse ao consumidor depende de negociações entre usinas e distribuidoras. A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) estima que o aumento da mistura pode reduzir o preço final da gasolina em até 2%, dependendo da cotação do petróleo.

Projeções do Ministério de Minas e Energia indicam que a medida pode gerar uma economia de R$ 1,5 bilhão ao ano para os consumidores, considerando a substituição parcial de gasolina importada por etanol nacional.

Próximos passos

A proposta deve ser votada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) nas próximas semanas. Se aprovada, a nova mistura pode começar a valer em 90 dias, após período de adaptação para distribuidoras e postos.

O governo também estuda um programa de incentivo para que motoristas de carros a gasolina pura (não flex) possam adaptar seus veículos, com subsídios para a troca de bicos injetores e ajustes na central eletrônica.

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