Filhas são indiciadas por planejar morte da mãe após conflitos por controle financeiro
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Filhas são indiciadas por planejar morte da mãe após conflitos por controle financeiro

Polícia aponta que crime foi premeditado com compra de celular para simular fuga e atraiu vítima com pretexto de compras.

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8 de abril de 2026 ·

A Polícia Civil do Tocantins indiciou Déborah de Oliveira Ribeiro, de 26 anos, Roberta de Oliveira Ribeiro, de 32 anos, e José Roberto Ribeiro, de 54 anos, pela morte da empresária e servidora pública Deise Carmem de Oliveira Ribeiro, de 55 anos. O corpo da vítima foi encontrado boiando no Rio Santa Tereza no dia 1º de janeiro de 2026, após seu desaparecimento no período natalino.

Conforme o relatório policial, as filhas foram as mentoras e executoras do feminicídio, motivado por conflitos financeiros e pelo desejo de controle total sobre as finanças da família, proprietária de uma fábrica de rodos. O pai foi indiciado por atrapalhar as investigações e eliminar provas após o crime.

Premeditação e execução do crime

A investigação apontou que o planejamento começou em novembro de 2025, com a compra de um celular em Palmas e o cadastramento de uma linha em nome da mãe. Após o assassinato, o aparelho foi usado para enviar mensagens a familiares simulando que Deise havia ido embora por vontade própria, com o objetivo de atrasar as buscas.

No dia 26 de dezembro, a vítima foi atraída para a cidade de Gurupi sob o pretexto de fazer compras e deixar uma neta com o pai. No retorno, foi levada para uma área rural próximo à Vila Quixaba, na zona rural de Peixe, onde foi morta com golpes de faca.

Investigação técnica derruba versões

A polícia utilizou dados de telefonia celular e conexões de internet para colocar as duas irmãs na cena do crime, desmentindo a alegação de uma delas de que estava a mais de 250 km de distância apenas para ajudar a trocar um pneu. Os sinais das torres mostraram que o celular da irmã mais velha já não se conectava em sua cidade de origem desde o meio-dia do dia do crime.

Após o feminicídio, uma das filhas vendeu o celular real da mãe por R$ 300 e foi para um hotel tomar banho de piscina com o namorado para passar uma imagem de normalidade. O aparelho foi recuperado pela polícia, mas já havia sido resetado.

Contexto familiar e defesa

A família vivia em Palmeirópolis, no Sul do Tocantins, em um ambiente doméstico marcado por brigas. O delegado João Paulo Sousa Ribeiro destacou que o pai era "mão aberta" com as filhas, enquanto Deise tentava controlar as despesas da empresa e não concordava com gastos excessivos.

Em nota, a defesa de Déborah, Roberta e José Roberto afirmou que o relatório policial possui "lacunas fundamentais" e carece de lastro probatório técnico. A defesa informou que tomará as medidas legais para assegurar o contraditório e a ampla defesa.

Próximos passos

O caso, tratado como feminicídio por ocorrer no contexto de violência doméstica, segue para a fase judicial. A defesa dos investigados afirmou confiar que, sob análise do Poder Judiciário, as lacunas apontadas serão sanadas.

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