Filhas são indiciadas por suspeita de feminicídio da mãe por questões financeiras no TO
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Filhas são indiciadas por suspeita de feminicídio da mãe por questões financeiras no TO

Investigação aponta que crime foi planejado para que suspeitas assumissem controle da empresa familiar.

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8 de abril de 2026 ·

A Polícia Civil do Tocantins indiciou as filhas de uma empresária de 55 anos pela suspeita de planejar e executar o feminicídio da mãe, motivado por conflitos financeiros e pela administração da empresa da família. O corpo de Deise Carmem de Oliveira Ribeiro foi encontrado no dia 1º de janeiro de 2026, boiando no Rio Santa Tereza, na zona rural de Peixe.

As investigações apontam que as filhas, Déborah de Oliveira Ribeiro e Roberta de Oliveira Ribeiro, e o marido da vítima, José Roberto Ribeiro, foram presos preventivamente em fevereiro. O inquérito foi concluído pela 94ª Delegacia de Polícia de Peixe, com apoio da 8ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC) de Gurupi.

Motivação financeira e controle da empresa

Conforme o delegado João Paulo, responsável pelo caso, as filhas dependiam financeiramente da mãe, dona de uma fábrica de rodos que era a principal fonte de renda da família. "As filhas viam a mãe como um embaraço na vida delas. A partir do momento que a mãe faltasse, elas iam ter total controle", explicou o delegado à reportagem.

Deise Carmem foi morta a facadas no dia 26 de dezembro de 2025, em uma área rural perto da Vila Quixaba, e depois teve o corpo jogado no rio. A polícia suspeita que o crime foi meticulosamente planejado pelas filhas.

Estratégia para despistar investigações

A investigação apurou que as suspeitas compraram um celular no nome da mãe e, após o crime, usaram o aparelho para enviar mensagens a parentes. O objetivo era fingir que a vítima havia ido embora por vontade própria, atrasando as buscas e confundindo a polícia.

O marido, José Roberto Ribeiro, foi indiciado por suposta supressão de mensagens digitais após o crime e por tentativas de atrapalhar as investigações. A defesa dos três investigados contestou as conclusões do relatório policial.

Defesa contesta relatório e aponta lacunas

Em nota, a defesa técnica de Déborah, Roberta e José Roberto afirmou ter recebido "com absoluta serenidade" o relatório final, mas destacou a existência de "inúmeras lacunas fundamentais" a serem preenchidas. A defesa argumenta que a narrativa policial "carece de lastro probatório técnico" e que as hipóteses serão contestadas judicialmente.

O texto ressalta que, segundo a defesa, o próprio relatório policial admitiu não ter elementos para vincular José Roberto à execução do homicídio ou à ocultação do cadáver, limitando seu indiciamento à suposta eliminação de registros.

Próximos passos do caso

O inquérito foi encaminhado à Justiça e será analisado pelo Ministério Público Estadual do Tocantins (MPTO), que definirá se apresenta a denúncia criminal contra os três indiciados. A defesa informou que tomará todas as medidas legais cabíveis para assegurar o contraditório e a ampla defesa.

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