Homem é indiciado por estupro de vulnerável contra colega após festa em Paraíso do Tocantins
Vítima de 21 anos estava alcoolizada e foi abusada durante a madrugada; suspeito de 30 anos foi indiciado pela Polícia Civil.
Um homem de 30 anos foi indiciado pela Polícia Civil por suspeita de estupro de vulnerável contra um colega de trabalho, de 21 anos, após uma festa em Paraíso do Tocantins, na região central do estado. O crime ocorreu no dia 9 de maio.
A vítima estava alcoolizada e foi levada para a casa de uma colega, onde o suspeito também passaria a noite. Durante a madrugada, o homem teria se aproveitado do estado de embriaguez do jovem para praticar o abuso. As penas para o crime variam de oito a 15 anos de reclusão.
Como o crime aconteceu
De acordo com o inquérito concluído pela 63ª Delegacia de Polícia, o jovem ficou alcoolizado durante a festa e uma colega de trabalho se disponibilizou a levá-lo para casa onde morava. O suspeito, que também trabalhava no mesmo ambiente profissional e acompanhava a mulher, também se dirigiu até a casa da colega, onde iria passar a noite.
“Lá, ela colocou a vítima para dormir na sala e disse ao autor que ele dormiria com ela e com a irmã no quarto”, contou o delegado José Lucas Melo ao g1.
Ainda conforme o delegado, durante a madrugada o homem teria praticado o abuso contra o jovem, sem o conhecimento da dona da casa.
“A amiga da vítima advertiu ele [o suspeito] de que não mexesse com o rapaz, pois já tinha notado olhares dele para o jovem. Ele disse que não faria nada, até porque não conhecia o rapaz e ele estava bêbado. Mesmo assim, esperou as moças dormirem e foi praticar o crime”, explicou.
Investigação e indiciamento
Segundo a investigação, a vítima não tinha condições de reagir ou impedir a ação criminosa. O jovem percebeu o ocorrido após acordar e procurou a Polícia Civil de imediato.
Durante o interrogatório, o investigado apresentou detalhes que reforçaram a tese policial de que a vítima estava em situação de absoluta vulnerabilidade. O homem foi indiciado por estupro de vulnerável.
Se for condenado, a pena pode variar de oito a 15 anos de reclusão. O inquérito policial já foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.
“Trata-se de um crime gravíssimo, em que a vítima, sem qualquer possibilidade de defesa, foi abusada sexualmente por alguém que, em tese, estava ali para ajudá-la”, informou o delegado José Lucas.
O nome do suspeito não foi divulgado, por isso o g1 não conseguiu localizar a defesa.
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