Justiça converte em preventiva prisão de suspeito de atropelar e matar estudante com moto aquática no Tocantins
Jairam Martins da Costa, de 47 anos, não tinha habilitação e navegava à noite, quando é proibido; defesa considera prisão desnecessária.
A Justiça converteu em preventiva a prisão de Jairam Martins da Costa, de 47 anos, suspeito de pilotar a moto aquática que colidiu e matou a estudante de fisioterapia Ana Luisa Lemes, de 19 anos, no último sábado (27), na Praia de Araguanã, no Tocantins. A decisão foi tomada em audiência de custódia na segunda-feira (29).
O acidente
Segundo a Polícia Militar, o acidente ocorreu durante a noite, período em que a navegação de motos aquáticas é proibida pelas normas da Marinha do Brasil. Testemunhas relataram que a moto aquática estava em alta velocidade quando atingiu o barco onde a estudante estava com amigas. Ana Luisa, que cursava o primeiro semestre de Fisioterapia e havia se mudado recentemente para Araguaína, morreu no local.
Prisão e defesa
Jairam foi preso em flagrante por homicídio doloso (quando há intenção ou se assume o risco de matar) e por conduzir embarcação sem habilitação em águas públicas. A polícia informou que ele apresentava sinais de embriaguez, como odor etílico e dificuldade na fala, mas se recusou a fazer o teste do bafômetro. A defesa do suspeito, no entanto, considerou a prisão "desnecessária" e baseada em fundamentos "superficiais". A advogada alegou que a dinâmica da colisão ainda é "nebulosa" e que medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, seriam suficientes. A defesa aguarda o resultado da perícia técnica para se manifestar novamente.
Investigação
A Polícia Civil investiga o caso e aponta que o suspeito não possuía habilitação de motonauta. O g1 procurou a Marinha para saber se a corporação acompanha a investigação, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
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