Mãe e filha são aprovadas juntas em medicina após anos de espera em Araguaína
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Mãe e filha são aprovadas juntas em medicina após anos de espera em Araguaína

Fonoaudióloga de 46 anos e filha de 18 anos vão cursar na mesma sala de aula na cidade onde moram.

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3 de abril de 2026 ·

A fonoaudióloga Adriana Coelho de Almeida Dias, de 46 anos, e sua filha, Beatriz Almeida Dias, de 18, foram aprovadas juntas no curso de medicina em Araguaína, no norte do Tocantins. A dupla, que planejava ingressar na graduação simultaneamente, superou a ansiedade de que apenas uma conseguisse a vaga e agora divide a mesma sala de aula.

A aprovação ocorreu em 2025, após a mãe adiar seu projeto para cuidar das filhas, sem nunca se afastar dos estudos. Beatriz concorreu utilizando a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A conquista permitiu que ambas realizassem o sonho sem precisar deixar a cidade natal.

Momento de tensão familiar

Durante o processo seletivo, a possibilidade de resultados diferentes gerou apreensão. Adriana relatou ao g1 que a filha ficou nervosa. “A Beatriz ficou nervosa. Ela pensava: ‘Meu Deus, se minha mãe passar e eu não, como vai ser?’”, contou a fonoaudióloga.

O receio, no entanto, foi substituído por comemoração. “Foi o resultado que ela sempre sonhou. E cursar aqui na nossa cidade, fazendo faculdade em casa, também é um privilégio”, afirmou Adriana sobre a conquista da filha.

Trajetórias diferentes, objetivo comum

Adriana vê a nova graduação como uma expansão do cuidado que já exercia na fonoaudiologia. Refletindo sobre a jornada, ela tem clareza sobre o caminho percorrido. “Se eu pudesse falar com a Adriana do passado, diria: ‘Continue. Sua hora vai chegar’”, declarou.

Para Beatriz, que inicia sua formação, o curso representa a chance de oferecer um atendimento mais humano. “Quero que o paciente procure meu consultório em busca de acolhimento, não apenas de tratamento”, explicou a jovem estudante.

Contexto e próximos passos

A história da dupla ilustra a superação de expectativas e o planejamento familiar para o acesso ao ensino superior. Ambas agora seguem na mesma turma, compartilhando a rotina acadêmica enquanto vivem fases distintas da vida, unidas pelo mesmo objetivo profissional na área da saúde.

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