Mãe se emociona com homenagem do filho estudante de medicina em cerimônia do jaleco

Mãe se emociona com homenagem do filho estudante de medicina em cerimônia do jaleco

Jovem de 32 anos homenageia pais sobreviventes de câncer durante evento em Araguaína; vídeo viralizou.

Admin
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18 de maio de 2026 ·

Uma cerimônia de jaleco em Araguaína, no norte do Tocantins, se tornou um marco de superação e emoção para a família de Antônio Júnior Arrais, de 32 anos. O estudante de medicina escolheu os pais, ambos sobreviventes do câncer, como padrinhos do evento, e a homenagem viralizou nas redes sociais.

A mãe, dona Maria de Jesus, contou ao g1, nesta segunda-feira (18), que ficou profundamente impactada. “Eu olhei para o lado, os colegas deles chorando, ele muito emocionado. Olhei para a parte em que ficam os pais, as pessoas estavam chorando muito”, relembrou.

História de superação contra o câncer

Dona Maria de Jesus foi diagnosticada com câncer de mama em 2024. O pai, Antônio Arrais Bezerra, já havia enfrentado a doença em 2021, com um linfoma não Hodgkin, e um segundo diagnóstico, de câncer de pele, em 2023. A superação dos dois se tornou o centro da cerimônia.

Durante o evento, Júnior usou uma camiseta com a frase: “o câncer tentou, mas não levou este momento”. A declaração emocionou colegas e familiares presentes.

Dedicação do filho e apoio incondicional

Dona Maria destacou que a dedicação do filho foi além do apoio emocional. “Ele abdicou do trabalho dele, da vida dele e foi conosco para Barretos. Ele cuidava da gente, de todos os agendamentos, e eu tenho certeza de que ele nasceu para ser médico”, afirmou.

O estudante afirmou que a experiência com a doença ensinou o verdadeiro sentido da medicina antes mesmo da faculdade. “Lutamos juntos. Tínhamos aprendido a lutar juntos. Ele [o jaleco] carrega a dor, a fé, as lágrimas, as orações e a força da minha família”, disse Júnior.

Estado de saúde atual da família

Atualmente, dona Maria de Jesus está em remissão (quando não há sinais da doença). Já o quadro do pai é considerado uma “vitória da medicina”, pois os linfonodos que estavam ativos desapareceram.

A família vive uma rotina normal, mas mantém vigilância: eles viajam para São Paulo a cada seis meses para exames de rotina e controle da saúde.

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