Mecânico desaparece após discussão em fazenda no Tocantins há 13 dias
Brigadista treinado tem capacidade de sobrevivência na mata por até um mês, segundo a Defesa Civil.
O mecânico agrícola Adenir Rodrigues da Conceição, de 42 anos, está desaparecido há 13 dias após deixar o local de trabalho na fazenda Luana, em Cariri do Tocantins, no último dia 14 de março. Segundo o agente da Defesa Civil João Carlos Lopes, que participou das buscas, Adenir é brigadista e possui treinamento que lhe permite sobreviver na mata por até 30 dias.
As buscas oficiais coordenadas pela Defesa Civil foram suspensas após oito dias de operação. No entanto, familiares e moradores da região continuam as procuras de forma independente, organizados em grupos menores.
Cronologia do desaparecimento
De acordo com o relato do agente João Carlos Lopes à reportagem, o desaparecimento ocorreu após um desentendimento entre Adenir e um de seus irmãos, dias antes do fato. No dia 14, ele foi trabalhar normalmente na fazenda, mas decidiu deixar o local ao ver seu empregador em uma ligação telefônica. “Ele teria surtado, imaginando que a ligação era para o irmão”, explicou Lopes.
Na ocasião, Adenir foi visto pela última vez descendo em direção a um córrego próximo à casa-sede da propriedade rural onde trabalhava. Ele havia guardado suas ferramentas antes de sair.
Buscas continuam em pequenos grupos
O irmão de Adenir, Alfredo Aparecido da Silva, acredita que ele possa estar escondido devido a um possível estado de confusão mental. A estratégia das buscas foi alterada para não assustá-lo. “A gente está indo procurar com um grupo menor para ele não se assustar. Estávamos com medo de ele estar vendo a gente e se escondendo por ter muita gente nas buscas. Agora é questão de tempo”, afirmou Alfredo.
Um boletim de ocorrência foi registrado na 85ª Delegacia de Polícia de Cariri do Tocantins, que assumiu as investigações do caso. A polícia trabalha com a hipótese de desaparecimento.
Próximos passos
Sem pistas concretas sobre o paradeiro de Adenir, a esperança dos familiares e das equipes de busca reside no treinamento de brigadista do desaparecido, que inclui técnicas de sobrevivência em ambiente selvagem. A Defesa Civil não previu a retomada das buscas oficiais, que permanecem a cargo da iniciativa privada dos parentes e voluntários da região.
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