Perícia confirma que pé encontrado na BR-010 é de estudante morta em acidente
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Perícia confirma que pé encontrado na BR-010 é de estudante morta em acidente

Exame pericial realizado pela Polícia Científica comprova que membro amputado pertence a Jhenyfer Camilly, de 22 anos, vítima de colisão causada por PM indiciado.

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8 de junho de 2026 ·

A Polícia Científica do Tocantins confirmou, nesta segunda-feira (8), que o pé humano encontrado às margens da BR-010, em Palmas, pertence à estudante Jhenyfer Camilly Alves dos Santos, de 22 anos. O membro foi amputado durante o acidente que matou a jovem e foi localizado a cerca de 5 km do local da batida, dias após a colisão.

O acidente ocorreu na manhã de 17 de maio, no km 3 da BR-010. Jhenyfer e o marido, Sergiomar de Freitas Lima, seguiam de motocicleta para visitar parentes em Aparecida do Rio Negro quando foram atingidos de frente por um carro dirigido pelo policial militar Nerivaldo Mendes Batista, de 39 anos.

Dinâmica do acidente

Com o impacto, a estudante teve um dos pés amputado. Ela chegou a ser socorrida e levada a uma unidade de saúde, mas morreu após dar entrada no hospital. O marido sofreu fraturas graves, mas sobreviveu ao acidente. O pé da vítima foi encontrado posteriormente por populares, que acionaram a polícia.

O policial militar Nerivaldo Mendes permaneceu no local após a colisão, prestou socorro às vítimas e realizou o teste do bafômetro, que teve resultado negativo para consumo de álcool, segundo a Polícia Civil. Apesar disso, ele foi indiciado pelos crimes de homicídio culposo na direção de veículo automotor e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor.

Indiciamento e defesa

A Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou o militar. A defesa de Nerivaldo informou que só irá se manifestar nos autos do processo. O g1 também entrou em contato com a Polícia Militar para solicitar um posicionamento sobre o indiciamento do agente, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

Perfil da vítima

Jhenyfer Camilly morava em Palmas e era estudante de Nutrição. Ela trabalhava como vendedora em uma loja de departamentos e se formaria em 2027. A mãe, Maria Aparecida dos Santos, contou ao g1 que a jovem estava vivendo o melhor momento da sua vida.

O caso segue sob análise da Justiça, que decidirá sobre o andamento do processo contra o policial militar indiciado.

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