Polícia Civil faz operação contra suspeitos de matar brigadista do Ibama no TO

Polícia Civil faz operação contra suspeitos de matar brigadista do Ibama no TO

Agropecuaristas e policial militar são alvos de buscas; um investigado foi preso por posse de munição no sul do estado.

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1 de junho de 2026 ·

A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, na manhã desta segunda-feira (1º), uma operação contra dois agropecuaristas e um policial militar suspeitos de envolvimento no assassinato do brigadista do Ibama Sidiney de Oliveira Silva. O crime ocorreu em 15 de junho de 2024, em Formoso do Araguaia, região sul do estado.

Durante as buscas, coordenadas pela 3ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Gurupi, um dos investigados foi preso em flagrante por posse ilegal de munições. O policial militar, já detido por outro homicídio, teve o celular e carregadores de arma de fogo apreendidos na cela onde está, no 4º Batalhão da PM, em Gurupi.

Investigação aponta execução planejada

O inquérito foi transferido para a DHPP há cerca de um mês. Desde então, a Polícia Civil afirma ter identificado elementos que apontam para a participação de diferentes pessoas no planejamento, intermediação e execução do crime. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados, e o g1 não conseguiu contato com as defesas.

No dia do crime, Sidiney foi encontrado pela irmã, Cleide de Oliveira. Ela relatou ter ouvido duas "explosões" e, ao chegar à porta de casa, viu o irmão caído próximo ao portão. Casado e pai de três filhos, o brigadista era ambientalista experiente, contratado pelo Programa Prevfogo, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Disparos de casa abandonada

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a arma utilizada foi uma espingarda cartucheira. Os disparos teriam sido feitos de uma casa abandonada localizada em frente à residência da vítima. Um vizinho relatou à polícia que, antes do amanhecer, viu uma motocicleta parada na esquina, com um homem de jaqueta e capacete observando o local.

O material apreendido nesta segunda-feira passará por perícia e deverá subsidiar a conclusão do inquérito. A Polícia Civil informou que as diligências continuam e que o caso segue sob sigilo para garantir a preservação das provas.

Tentativa de federalização do caso

Em abril de 2025, a família do brigadista entregou um pedido de federalização do caso ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante a abertura da 1ª Edição da Semana Nacional de Saúde, na região da Ilha do Bananal. Porém, segundo Cleide de Oliveira, a solicitação foi indeferida.

"Entregamos uma cópia de um pedido de federalização feito pelo Ibama. Não sei explicar o motivo pelo qual esse pedido foi realizado, mas ele não foi aceito. Entenderam que não havia necessidade, porém não fomos informados sobre o motivo", afirmou.

Em julho de 2024, o Ibama também solicitou a federalização do caso ao Ministério da Justiça. Na época, o g1 questionou a pasta sobre o pedido, mas não obteve resposta.

Próximos passos

A Polícia Civil segue com as investigações, que devem ser concluídas após a análise do material apreendido. A família da vítima aguarda o desfecho do inquérito para que os responsáveis sejam responsabilizados.

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