Polícia Militar destrói dragas e interrompe garimpo ilegal no Rio Manuel Alves
Operação no Tocantins inutilizou equipamentos após denúncia anônima; nenhum suspeito foi preso.
A Polícia Militar do Tocantins (PMTO) destruiu duas dragas e interrompeu um garimpo ilegal de ouro no leito do Rio Manuel Alves, em Almas, no sudeste do estado. A ação, denominada Operação “São José D’Ouro”, ocorreu na tarde de sábado (28) e, até a publicação desta reportagem, não resultou na prisão de suspeitos.
A operação foi deflagrada após uma denúncia recebida pelo canal "Ambiental On-line". A Agência Local de Inteligência confirmou a atividade criminosa e mobilizou efetivos do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) e do 11º Batalhão de Polícia Militar (11º BPM), incluindo Força Tática e Patrulha Rural.
Estrutura de permanência no rio
No local, os policiais encontraram duas balsas (dragas) instaladas diretamente na água, com sinais claros de intervenção em área de preservação permanente. Além das dragas e motores, foram apreendidos mangotes, compressores de ar, roupas de mergulho e utensílios de cozinha, indicando que os garimpeiros mantinham uma estrutura fixa de operação.
“A operação conseguiu mitigar danos ambientais imediatos na área”, informou a PMTO em nota. Parte do material foi recolhido, mas, devido ao difícil acesso, alguns equipamentos tiveram que ser inutilizados no próprio local para garantir a interrupção definitiva da atividade ilegal.
Contexto de combate ao garimpo
A ação integra uma série de operações de combate ao garimpo ilegal no Tocantins, estado que tem enfrentado pressão sobre seus recursos hídricos e áreas de preservação. O Rio Manuel Alves é um afluente da bacia do Tocantins-Araguaia, região historicamente visada por essa atividade predatória.
O garimpo ilegal utiliza mercúrio e outros produtos químicos que contaminam os rios, afetando a qualidade da água, a fauna aquática e a saúde das comunidades ribeirinhas. A destruição de dragas é uma medida comum para impedir a retomada rápida das operações em locais de acesso remoto.
Próximos passos da investigação
A Polícia Militar informou que as investigações continuam para identificar e localizar os responsáveis pela instalação do garimpo clandestino. A corporação reforçou o pedido para que a população continue denunciando crimes ambientais pelos canais oficiais.
O caso será encaminhado ao Ministério Público do Estado do Tocantins (MP-TO) para as providências cabíveis, com base na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98). A pena para degradação em área de preservação permanente pode chegar a quatro anos de prisão, além de multa.
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