Prefeito e vice de Barrolândia são cassados pelo TRE-TO e novas eleições são marcadas
TRE-TO cassou João Machado Alves e Neusimar dos Reis por abuso de poder e compra de votos; ex-prefeito também foi punido.
O Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) cassou, nesta quinta-feira (13), os mandatos do prefeito de Barrolândia, João Machado Alves (União), e do vice-prefeito, Neusimar dos Reis (Republicanos). A decisão, tomada em Sessão Ordinária Presencial, também determinou a realização de novas eleições para o Executivo municipal.
Os dois foram condenados por abuso de poder político, abuso de poder econômico e compra de votos nas eleições municipais de 2024. Com a cassação, eles perderam os mandatos imediatamente e ficaram inelegíveis por oito anos. A defesa já anunciou que vai recorrer da decisão assim que o acórdão for publicado.
Decisão atinge ex-prefeito e absolve vereadores
Além do prefeito e do vice, o ex-prefeito Adriano José Ribeiro também foi condenado, recebendo a suspensão do direito de concorrer a cargos públicos pelo mesmo período de oito anos, contados a partir das Eleições Municipais de 2024. A Justiça Eleitoral ainda aplicou uma multa individual de R$ 30 mil aos três condenados, devido à gravidade dos ilícitos e ao prejuízo à legitimidade do pleito.
Por outro lado, os vereadores eleitos Eldivan Machado Coelho e Vanderson de Morais Ferreira, que também respondiam ao processo por suspeita de compra de votos, foram absolvidos por falta de provas materiais suficientes para justificar a perda dos mandatos.
Defesa alega equívoco e anuncia recurso
Em nota, a defesa dos condenados afirmou que entende ter havido um “equívoco na apreciação das provas” pelo tribunal, ressaltando que o julgamento não foi unânime e que houve voto divergente favorável à absolvição. Os advogados informaram que vão interpor embargos de declaração assim que o acórdão for publicado.
Novas eleições em Barrolândia
A Justiça Eleitoral determinou a realização de novas eleições para escolher o novo prefeito e vice-prefeito de Barrolândia. A votação será organizada pelo TRE-TO assim que o processo for finalizado na Justiça ou após a decisão ser confirmada em segunda instância. A data ainda não foi definida.
A decisão reforça o combate a práticas ilícitas nas campanhas eleitorais da região. Mais informações sobre o caso podem ser acompanhadas no g1 Tocantins.
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