Tocantins tem 2 cidades entre as 20 piores do Brasil em qualidade de vida, aponta IPS 2026
Recursolândia e Paranã aparecem no ranking nacional com baixos indicadores sociais e ambientais, como saneamento e saúde.
O Tocantins possui dois municípios entre os 20 piores do Brasil em qualidade de vida, segundo o Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, divulgado nesta quarta-feira (20). Na lista, aparecem Recursolândia (14ª pior posição) e Paranã (20ª pior posição), ambos no interior do estado.
O estudo, que analisou os 5.570 municípios brasileiros com base em 57 indicadores sociais e ambientais, mede a capacidade de cada sociedade de atender às necessidades humanas básicas, garantir bem-estar e ampliar oportunidades. Diferente de índices econômicos, o IPS foca nos resultados diretos entregues aos cidadãos.
Os resultados de Recursolândia e Paranã
Recursolândia ocupa a 14ª posição entre os piores colocados no ranking nacional, com nota de 47,39. O município enfrenta desafios em áreas como educação e saneamento básico. Já Paranã aparece na 20ª posição, registrando 47,63 pontos. A cidade possui o segundo maior território do estado, mas registra dificuldades em indicadores de saúde e infraestrutura urbana.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2022, ambos os municípios possuem baixa densidade demográfica e forte dependência de recursos externos.
Indicadores críticos: saneamento e saúde
Recursolândia tem população estimada de 3.454 habitantes. Na educação, a escolarização de crianças de 6 a 14 anos é de 96,97%, mas o município ocupa a 133ª posição entre as 139 cidades do estado nesse quesito. No meio ambiente, menos de 1% dos domicílios possuem esgotamento sanitário adequado.
Paranã, com área territorial de 11.217 km² e população estimada de 10.877 habitantes, apresenta 100% de escolarização na faixa de 6 a 14 anos. No entanto, a cidade registra uma taxa de mortalidade infantil de 28 por mil nascidos vivos, situando-se entre as piores marcas do estado (26ª posição). O esgotamento sanitário adequado também atinge menos de 1% da população.
Infraestrutura e economia
Ambos os municípios possuem salário médio mensal de 1,6 salário mínimo para trabalhadores formais e apresentam 0% de urbanização adequada em vias públicas (presença de bueiro, calçada, pavimentação e meio-fio), segundo o último censo do IBGE.
O IPS analisa áreas como segurança, moradia, meio ambiente, água e saneamento, saúde e acesso à educação superior. O desempenho baixo nessas categorias reflete os desafios estruturais enfrentados pelas duas cidades tocantinenses.
A pesquisa completa está disponível no site do Índice de Progresso Social Brasil 2026. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
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